Economia

"Quando vejo Haddad, lembro de FHC", diz Gilmar Mendes

Ministro do STF elogia responsabilidade do ministro da Fazenda e diz que atuação lembra a de Fernando Henrique Cardoso ao defender o Plano Real


Reprodução "Quando vejo Haddad, lembro de FHC", diz Gilmar Mendes
Fernando Haddad e Fernando Henrique Cardoso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira (23) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, exerce um papel comparável ao do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) na condução do debate econômico no país.

Durante palestra no 2º Congresso de Direito Tributário do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, evento que contou com a presença de Haddad, Gilmar destacou a capacidade do chefe da Fazenda em dialogar com a sociedade e explicar a necessidade de reformas. “O Brasil tem razões para otimismo. E se não tivesse, bastaria ter alguém como Haddad na Fazenda. A responsabilidade com que ele lida, a forma como explica e convence as pessoas... não sei se vou deixá-lo feliz aqui, mas quando vejo Haddad explicando com responsabilidade, lembro de ninguém menos que FHC”.

Na mesma ocasião, Haddad defendeu os regimes diferenciados previstos na reforma tributária sobre o consumo, ressaltando que a medida foi essencial para viabilizar o avanço da proposta no Congresso. “Os setores que tiveram tratamento específico estão extremamente satisfeitos”, disse.

O ministro também comentou o impacto do tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump (Partido Republicano) sobre produtos brasileiros. Questionado sobre o tema, Haddad afirmou que ainda não houve oportunidade de conhecer a visão da atual gestão norte-americana sobre cooperação econômica. “No governo anterior, de Joe Biden, as tratativas eram voltadas à transformação produtiva, com foco em energia limpa, minerais raros e biocombustíveis. Agora é outro momento. Precisamos separar política da economia e retomar o diálogo institucional para reverter essas sobretaxas”, declarou.

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