Propaganda da Havaianas vira alvo de críticas e boicote entre bolsonaristas
A campanha é estrelada pela atriz Fernanda Torres
Nomes da direita se revoltam com propaganda da Havaianas
O QUE ACONTECEU
Algumas lideranças da direita brasileira reagiram negativamente a uma campanha publicitária da Havaianas, acusando a empresa de promover militância política contra o campo conservador. As críticas partiram, entre outros, do deputado federal Eduardo Pazuello, do vereador paulistano Adrilles Jorge e do deputado estadual Paulo Mansur.
A peça publicitária é estrelada pela atriz Fernanda Torres, que afirma não desejar que o público comece 2026 “com o pé direito”, mas sim “com os dois pés”. A fala foi interpretada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma provocação política e uma crítica indireta ao conservadorismo, o que motivou a mobilização por um boicote à marca.
Pazuello criticou o tom da campanha, afirmando que, em pleno Natal, a Havaianas teria optado por “provocar e dividir”, usando o marketing de forma ideológica. Para ele, a iniciativa representaria um “desserviço à sociedade” e um desrespeito aos valores de consumidores conservadores. Já Adrilles Jorge classificou a propaganda como “campanha política explícita”, acusando grandes marcas e setores da comunicação de atuarem de forma hegemonicamente alinhada à esquerda. Paulo Mansur, por sua vez, afirmou que a empresa “resolveu fazer militância política” e declarou que deixaria de consumir os produtos da marca.
A controvérsia ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais, onde bolsonaristas impulsionaram a hashtag #HavaianasNoLixo. Entre os críticos, o influenciador Thiago Asmar divulgou um vídeo convocando seguidores a boicotarem a empresa, classificando a propaganda como “fajuta” e “politizada”.
Após a reação negativa, a Havaianas retirou o vídeo do ar neste domingo (21). A polêmica ocorre em um momento de grande visibilidade para Fernanda Torres, que recentemente venceu o Globo de Ouro por sua atuação como Eunice Paiva no filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles. O longa retrata a trajetória da família Paiva após o desaparecimento e assassinato do deputado Rubens Paiva durante a ditadura militar.
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