Política

Prisão de Bolsonaro vira “Recanto do Broxa Soluçante” no Google Maps

Alteração no mapa se espalhou por apps e gerou repercussão


Gabriela Biló Prisão de Bolsonaro vira “Recanto do Broxa Soluçante” no Google Maps
Prisão de Bolsonaro vira “Recanto do Broxa Soluçante” no Google Maps

Desde segunda-feira (5), usuários do Google Maps e da Uber passaram a ver, perto da sede da Polícia Federal em Brasília, um endereço inexistente com nome pejorativo associado a Jair Bolsonaro. A inserção feita por usuários foi replicada por aplicativos e chamou atenção pela facilidade de disseminação.

O que aconteceu

Usuários do Google Maps e do aplicativo de transporte Uber se depararam, a partir da última segunda-feira (5), com a indicação de um local inexistente no mapa de Brasília ligado à Polícia Federal. Ao buscar o endereço da PF na capital, surgiu nas proximidades a denominação “Recanto do Broxa Soluçante”, expressão de caráter ofensivo associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso desde novembro na Superintendência da Polícia Federal.

O nome fictício foi incluído por usuários do Google Maps e acabou sendo automaticamente replicado por serviços que utilizam a plataforma como base de navegação, como a Uber. No mapa, o suposto “Recanto do Broxa Soluçante” aparece classificado como um “albergue”, embora não exista fisicamente. Além disso, o ponto indicado fica a cerca de sete quilômetros do local onde Bolsonaro está detido.

Enquanto a sede administrativa da Polícia Federal está localizada na Asa Norte, a Superintendência da PF, onde o ex-presidente cumpre pena, fica na Asa Sul de Brasília. Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e permanece custodiado em dependências da PF.

A criação e a disseminação do endereço falso chamaram atenção tanto pelo teor ofensivo quanto pela facilidade com que alterações no Google Maps se propagam para outros serviços digitais.

Paralelamente, na última sexta-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitou esclarecimentos à Polícia Federal após a defesa de Bolsonaro reclamar do barulho do ar-condicionado na sala onde ele está preso. Os advogados alegam que o ruído prejudica o repouso e a saúde do ex-presidente, e pedem providências técnicas para garantir condições mínimas de descanso.

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