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Política PF prende a sogra do governador de Goiás em operação contra migração ilegal

Operação investiga esquema de migração ilegal para os EUA e aponta atuação de organizações criminosas em Goiás


Reprodução Política PF prende a sogra do governador de Goiás em operação contra migração ilegal
Política PF prende a sogra do governador de Goiás em operação contra migração ilegal

A Polícia Federal prendeu a sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), durante uma operação contra um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos. A investigação aponta que grupos criminosos ajudaram centenas de brasileiros a entrar irregularmente no país, com apoio logístico e financeiro de facções.

O que aconteceu

A Polícia Federal prendeu, na quinta-feira 7, Maria Helena de Souza Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), suspeita de participação em um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos. A ação ocorreu no âmbito da Operação Travessia.

Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva em Goiás, além de uma busca no Amapá. Dois investigados passaram a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo as investigações, os grupos criminosos facilitaram a entrada irregular de pelo menos 477 brasileiros em território norte-americano, número que pode superar 600 vítimas. O esquema organizava toda a logística das viagens, incluindo saídas aéreas do Brasil, passagens por países da América Central, especialmente México e Panamá, e a travessia clandestina da fronteira terrestre dos Estados Unidos.

A PF afirma que o esquema contava com apoio de integrantes de facções criminosas para logística, recepção de migrantes e movimentação financeira. Empresas de fachada também teriam sido usadas para lavar dinheiro e ocultar valores obtidos ilegalmente.

As apurações se concentram no período entre 2018 e 2023, mas indicam que a atuação dos grupos começou em meados dos anos 2000. A polícia identificou cinco organizações criminosas autônomas que atuavam de forma coordenada.

Em nota, Daniel Vilela declarou que o caso não possui qualquer relação com ele ou com o governo de Goiás.

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