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PF mira ex-dirigentes por investimentos no Banco Master

Investigação apura suspeitas de gestão temerária em aplicações milionárias da previdência municipal de Cajamar


Reprodução PF mira ex-dirigentes por investimentos no Banco Master
Polícia Federal

Operação Off-Balance investiga aplicação de R$ 107 milhões da previdência de Cajamar em letras financeiras de bancos privados, incluindo o Banco Master.

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance para investigar suspeitas de gestão temerária na aplicação de cerca de R$ 107 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Cajamar (SP) em letras financeiras de bancos privados, entre eles o Banco Master. Ex-dirigentes do instituto são alvo de buscas, afastamentos e bloqueio de bens.

O que aconteceu

A Polícia Federal realizou a Operação Off-Balance, que apura possíveis irregularidades em investimentos feitos pelo Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar, em São Paulo. A investigação envolve cerca de R$ 107 milhões aplicados em quatro Letras Financeiras emitidas por bancos privados, incluindo o Banco Master.

Os alvos da operação são ex-dirigentes do instituto responsáveis pelas aplicações: Luiz Henrique Miranda Teixeira, então diretor-executivo; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, da área de benefícios. Segundo a PF, aproximadamente R$ 87 milhões foram destinados ao Banco Master, e os recursos teriam sido perdidos após a liquidação da instituição financeira.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e São Paulo. A 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo também determinou medidas cautelares, como afastamento de função pública e indisponibilidade de bens.

As aplicações ocorreram entre outubro de 2023 e março de 2024, período em que Danilo Joan era prefeito de Cajamar. Apesar disso, ele não é alvo da operação, embora tivesse a atribuição de indicar dirigentes do instituto previdenciário.

A operação ocorre dias após nova fase da Operação Compliance Zero, que cita supostos repasses do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao senador Ciro Nogueira, que nega as acusações. O Instituto de Previdência afirmou que os investimentos seguiram critérios técnicos e cautelas legais.

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