Política

PF afasta prefeito bolsonarista de Macapá em nova operação

Segunda fase da Operação Paroxismo investiga contratos da Saúde e supostas fraudes em hospital


Rogério Lameira/Prefeitura de Macapá) PF afasta prefeito bolsonarista de Macapá em nova operação
Dr. Furlan (MDB), prefeito de Macapá

A Polícia Federal cumpriu 13 mandados e afastou por 60 dias o prefeito de Macapá, o vice e a secretária de Saúde na segunda fase da Operação Paroxismo. A ação, autorizada pelo STF, investiga suspeitas de irregularidades e possível direcionamento em contrato para construção do Hospital Geral Municipal.

O que aconteceu

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a segunda fase da Operação Paroxismo, que apura possíveis irregularidades em contratos da área da Saúde em Macapá. Entre os alvos estão imóveis ligados ao prefeito Dr. Furlan (PSD).

A ofensiva foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A decisão determinou o afastamento cautelar de servidores públicos por 60 dias e o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá, Belém e Natal.

Segundo o g1, foram afastados o próprio prefeito, o vice-prefeito Mario Neto (MDB) e a secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré. Até a última atualização, a relação completa dos servidores atingidos não havia sido divulgada.

As investigações concentram-se em um contrato da Secretaria Municipal de Saúde para a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, um dos principais projetos de infraestrutura da rede pública local, com orçamento estimado em dezenas de milhões de reais.

Há indícios de que o processo licitatório tenha sido direcionado para beneficiar empresários específicos. Também são apuradas suspeitas de desvio de recursos e de ocultação dos valores por meio de transações financeiras consideradas atípicas. A nova etapa busca ampliar a coleta de provas e esclarecer eventual participação de agentes públicos no suposto esquema.

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