Economia

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 55%, mas vai parcelar reajuste

As empresas poderão pagar inicialmente apenas 18% do reajuste e dividir o restante em até 6 parcelas a partir de julho


Reprodução/Petrobras Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 55%, mas vai parcelar reajuste
Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 55%

A Petrobras anunciou aumento médio de 55% no querosene de aviação, pressionado pela alta do petróleo internacional. Para reduzir o impacto imediato, permitirá que distribuidoras paguem parte do reajuste agora e parcelem o restante, tentando preservar a demanda e evitar efeitos mais severos no setor aéreo.

O que aconteceu

A Petrobras reajustou em cerca de 55% o preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para aviões e helicópteros e responsável por parcela significativa dos custos das companhias aéreas. O aumento reflete a valorização do petróleo no mercado global, impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Para amenizar os efeitos imediatos, a empresa permitirá que distribuidoras paguem inicialmente 18% do reajuste, parcelando o restante em até seis vezes a partir de julho. A adesão ao modelo pode ser feita até 6 de abril, com validade retroativa ao início do mês.

Segundo a Petrobras, a medida busca preservar a demanda e manter o equilíbrio financeiro do setor, já que o combustível representa quase um terço dos custos operacionais das aéreas. O mecanismo poderá ser mantido em maio e junho, dependendo das condições de mercado.

A alta do QAV acompanha a disparada do petróleo Brent, que subiu de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100 por barril, influenciada por conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de riscos em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

Os novos preços variam entre 53,4% e 56,3% nos pontos de venda. Em Ipojuca (PE), o litro passou de R$ 3,49 para R$ 5,40; em São Luís (MA), de R$ 3,45 para R$ 5,38. O cenário pode pressionar tarifas aéreas, enquanto o mercado segue atento às oscilações do petróleo e à instabilidade global.

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