Papa Leão XIV chama abusos na Igreja de “ferida aberta”
Pontífice inicia visita à Espanha, encontra vítimas de abusos e destaca desafios ligados à migração, juventude e guerra na Ucrânia
O papa Leão XIV afirmou neste sábado (6) que os casos de abuso sexual na Igreja Católica continuam sendo “uma ferida aberta”. A declaração foi feita no início de sua visita oficial à Espanha, que inclui encontros com vítimas, eventos religiosos de grande porte e debates sobre migração e conflitos internacionais.
O que aconteceu
Leão XIV iniciou neste sábado uma viagem de uma semana à Espanha, a primeira visita de um pontífice ao país desde 2010. Ao desembarcar em Madri, o líder da Igreja Católica foi recebido pelo rei Felipe VI, pela rainha Letizia e pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.
Segundo o Vaticano, o papa se reunirá com vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero. Durante o voo para a Espanha, ele declarou que o problema continua sendo “uma ferida aberta”. Um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo espanhol estimou que cerca de 200 mil menores sofreram abusos no país desde 1940. Em março deste ano, o governo espanhol e a Igreja Católica firmaram um acordo para indenizar as vítimas.
A agenda inclui uma cerimônia oficial no Palácio Real de Madri, uma vigília de oração próxima ao estádio Santiago Bernabéu, com expectativa de 400 mil participantes, e uma missa no domingo (7), que deve reunir cerca de um milhão de pessoas.
O pontífice também destacou o crescente interesse dos jovens pela fé católica e comentou a coincidência de sua visita com os shows do cantor Bad Bunny na capital espanhola.
Além disso, demonstrou preocupação com a guerra na Ucrânia e defenderá ações voltadas à migração. Nas Ilhas Canárias, participará de encontros com migrantes e entidades de acolhimento, além de uma homenagem às vítimas que morreram tentando chegar à Europa. A visita ocorre em meio a um cenário de forte polarização política na Espanha.
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