Política

“O PIB dos pobres é que está puxando o crescimento”, diz Wellington Dias

Ministro detalha como o Bolsa Família e pequenos negócios tiram milhões da fome e da extrema pobreza


Reprodução “O PIB dos pobres é que está puxando o crescimento”, diz Wellington Dias
Ministro Wellington Dias

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou à TV 247, que o atual ciclo de crescimento econômico do Brasil é sustentado principalmente pelos mais pobres — conceito que ele chama de “PIB dos pobres”. Em entrevista, o ministro fez um balanço das políticas sociais do terceiro governo Lula, destacando a reconstrução da rede de proteção após o desmonte ocorrido no período pós-Dilma Rousseff. Dias lembrou que o país havia saído do mapa da fome em 2014, resultado de programas como Bolsa Família, merenda escolar, aquisição de alimentos e apoio à agricultura familiar. O abandono dessas iniciativas, segundo ele, levou à explosão da miséria e ao retorno de cenas extremas, como as registradas entre os Yanomami.

Ao reassumir o ministério em 2023, o governo retomou programas e modernizou o Cadastro Único, que se tornou a base para uma busca ativa integrada a equipes de saúde e assistência social. Essa estrutura, afirma o ministro, permitiu retirar mais de 30 milhões de pessoas da fome e reduzir a desnutrição a 1,7% da população. O novo Bolsa Família combina renda mínima, benefícios adicionais e a chamada “regra de proteção”, que impede o retorno automático à fome: quem melhora de renda permanece no programa por um período de transição e pode voltar ao benefício sem burocracia se perder emprego ou negócio.

Dias relaciona a melhora social ao dinamismo econômico. Segundo ele, 18 milhões de pessoas do Cadastro Único formalizaram contratos de trabalho desde 2023 e 70% dos novos empregos vêm de pequenos negócios. A redução da extrema pobreza para 4% e a queda do índice de Gini refletem, diz o ministro, o impacto das políticas de inclusão produtiva. Ele também destaca iniciativas como crédito orientado, apoio ao empreendedorismo e experiências que unem renda e preservação ambiental, além da criação da Aliança Global contra a Fome no G20.

Ao final, defende que o crescimento econômico continuará impulsionado “pelo andar de baixo”, reforçado por medidas como a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Assista: 

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