Política

O Partido Liberal é incompetência, é sangue, é morte!

O Partido tem também como principais sócios partidários o Progressistas e o União Brasil


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O Partido Liberal é incompetência, é sangue, é morte!

O Rio de Janeiro se tornou um retrato dramático do fracasso político e institucional. A violência avança, operações policiais se transformam em chacinas, o crime organizado se consolida territorialmente e a população vive em permanente estado de medo. Diante desse cenário, o governador Cláudio Castro tenta deslocar responsabilidades e lançar a culpa sobre o governo federal. Entretanto, um simples olhar para a estrutura política fluminense revela quem, de fato, dirige o estado.

O PL, partido que hoje se apresenta como defensor da ordem e da segurança, é quem controla o Rio de Janeiro. O governador é do PL. Os três senadores eleitos pelo estado são do PL. E boa parte da bancada federal também é composta por parlamentares desse partido. Ou seja: aqueles que deveriam apresentar soluções, garantir políticas públicas efetivas e comandar ações inteligentes de combate ao crime são justamente os mesmos que transformaram o Rio em um laboratório de violência, improviso e disputas de poder.

Enquanto o PL se promove nas redes sociais, posa para fotos com armamentos e tenta construir um discurso moralista, o cotidiano do fluminense segue marcado por tiroteios, mortes e abandono. As políticas de segurança são reativas, espetaculosas e ineficazes. A ausência de planejamento estratégico e a aposta no confronto descontrolado apenas ampliam o número de vítimas — entre elas, trabalhadores, estudantes, crianças e policiais.

Se há uma cor que define o PL no Rio de Janeiro, não é o azul, símbolo que o partido ostenta. A cor do PL, hoje, é o vermelho: o vermelho do sangue de brasileiros e brasileiras, derramado dia após dia em operações mal planejadas e políticas de segurança baseadas em violência e propaganda.

Este cenário deve servir de alerta aos eleitores de outros estados. O que acontece no Rio não é exceção: é o resultado direto de um projeto político que privilegia a retórica do confronto, a criminalização da pobreza e a militarização da vida cotidiana, enquanto negligencia educação, cultura, emprego, urbanização e inteligência policial. Um projeto que promete “segurança”, mas entrega instabilidade, brutalidade e mais violência.

A pergunta que o país precisa fazer é simples:
Queremos ver o modelo do Rio de Janeiro se repetir no restante do Brasil?

A experiência fluminense demonstra que o PL não oferece segurança — oferece espetáculo, caos e morte. Votar nesse projeto é importar para o restante do Brasil a mesma tragédia que hoje se desenrola nas ruas do Rio.

Ou seja, o grupo político que hoje posa de defensor da “ordem” e da “segurança” é o mesmo que, após assumir o protagonismo no comando do estado, aprofundou o caos, a violência e a desorganização das políticas públicas. Enquanto o PL se dedica ao espetáculo, à propaganda e à guerra cultural, a população fluminense enterra seus mortos. Mas o PL não está sozinho neste conglomeradopartidário da mortificina.

O RJ é governado há pelo menos uma década por grupos alinhados a segmentos das milícias e setores do fundamentalismo religioso, sustentados politicamente pela família Bolsonaro. Claudio Castro, atual governador, integra este arranjo. A proximidade com nomes controversos é notória: até recentemente, Castro era aliado de TH Joias — apontado como fornecedor de fuzis ao Comando Vermelho. O histórico da família Bolsonaro também se confunde com o crime organizado: Flávio Bolsonaro entregou a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, chefe do chamado Escritório do Crime; enquanto o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, é acusado de receber propina do PCC. Antonio Rueda, líder do União Brasil, é citado como suposto proprietário oculto de aviões usados por integrantes da mesma facção. Já o deputado Nikolas Ferreira, uma das vozes políticas da extrema-direita, responde no STF por suposta ligação com a Máfia dos Combustíveis. Os fatos desmontam a narrativa de que seria a esquerda quem “passa pano” para o crime: na prática, as conexões mais evidentes entre política e criminalidade se encontram neste campo ideológico.

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