Na marca das 100 mil mortes, Coco Bambu oferece lauta refeição a Bolsonaro
Quem organizou a comilança foi a deputada Bia Kicis, “amiga” de Afrânio Ribeiro, o dono do restaurante
Não existe almoço grátis, já dizia Milton Friedman.
No dia em que o Brasil chegou aos 100 mil mortos de covid-19, Bolsonaro celebrou com uma lauta refeição proporcionada pelo restaurante Coco Bambu.
Quem organizou foi a deputada Bia Kicis, “amiga” de Afrânio Ribeiro, o dono, que estava acompanhado de quatro diretores e suas mulheres.
Comeram frutos do mar e pescados.
“Nós não fomos reivindicar nada, apenas prestar nosso apoio ao governo e desejar boa sorte ao presidente para que consiga desenvolver um bom trabalho superando as dificuldades nesses tempos de pandemia”, disse Afrânio.
Fundada em Fortaleza, a rede tem hoje 45 unidades pelo Brasil.
Como Junior Durski, do Madero, e Luciano Hang, da Havan, Ribeiro é bolsonarista doente.
Em maio, ele disparou no WhatsApp uma mensagem debiloide em defesa do presidente, do afrouxamento do isolamento social e, principalmente, da cloroquina.
Relatou que contraiu o coronavírus e fez uso do remédio sem efeitos colaterais. “Graças a Deus passei de forma tranquila pelo período que estive infectado”, escreveu.
“Muitos médicos, empresários e políticos quando adoeciam tomavam essas medicações. E o pior, pareciam querer esconder o seu uso, por razões obscuras, e que até hoje não entendo”.
Em 2015, o Coco Bambu foi condenado por plagiar o concorrente potiguar Camarões.
A Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, por 3 votos a 2, entendeu que foram copiados pratos, uniformes dos garçons, modelo de negócios, decoração etc.
O Coco Bambu teria ainda aliciado funcionários para que eles reproduzissem o cardápio.
Em depoimento, um cozinheiro informou que havia sido sondado para montar um menu idêntico ao do Camarões.
Além da indenização de R$ 50 mil por danos morais, os desembargadores determinaram o pagamento de 12% referente a custas processuais e honorário advocatícios e por perdas e danos com base nos lucros cessantes.
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