Lula volta a defender soberania em meio a tensões com EUA e Argentina
Presidente associa defesa da soberania a tensões com EUA e Argentina e mantém o tema no centro de sua agenda política.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar que a soberania do Brasil é "inegociável" em meio às tensões diplomáticas com Estados Unidos e Argentina. O tema ganhou destaque após novas tarifas americanas, atritos envolvendo as eleições brasileiras e declarações ofensivas do presidente argentino Javier Milei.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta segunda-feira (27/7) que a soberania do Brasil é "inegociável". A declaração ocorre em um cenário de tensões diplomáticas com os Estados Unidos e a Argentina e, segundo integrantes do Palácio do Planalto, integra um dos principais eixos de sua campanha à reeleição em 2026.
No domingo (26/7), Lula publicou no jornal americano The Washington Post o artigo "Recado a Trump", no qual afirmou que ninguém derrotará o Brasil "através de mentiras". O posicionamento ocorre após o governo de Donald Trump impor tarifas adicionais entre 12,5% e 37,5% sobre produtos brasileiros.
As relações entre Brasil e Estados Unidos também foram impactadas pela decisão do governo brasileiro de negar visto a dois integrantes do Departamento de Estado americano, Riley M. Barnes e Samuel D. Samson. Segundo os EUA, eles viriam ao país para discutir a integridade eleitoral e se reunir com líderes religiosos e representantes da sociedade civil.
Já a relação com a Argentina se deteriorou após o presidente Javier Milei, durante visita ao Brasil, chamar Lula de "ladrão" e "presidiário" e ofender o ministro do STF Alexandre de Moraes. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos em Brasília. Em nota, o Itamaraty classificou as declarações de Milei como um episódio sem precedentes e lamentou os ataques ao chefe de Estado, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.
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