Lula avalia ampliar defesa em plano à reeleição
Proposta prevê reforço das fronteiras e modernização militar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda incluir no programa de reeleição a ampliação dos investimentos em defesa nacional. A proposta prevê reforço das fronteiras, modernização das Forças Armadas e redução da dependência externa, em meio a tensões geopolíticas e à nova estratégia dos Estados Unidos.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, avalia incorporar ao plano de governo para a disputa à reeleição a ampliação dos investimentos em defesa nacional. A iniciativa integra uma estratégia de fortalecimento da soberania brasileira diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e mudanças na configuração de poder.
No Palácio do Planalto, está em estudo a elaboração de um plano voltado à proteção do território, ao reforço da segurança nas fronteiras e à modernização do aparato militar. A proposta prevê recursos para intensificar a vigilância terrestre e marítima, combater a entrada de organizações criminosas e atualizar equipamentos das Forças Armadas, incluindo blindados, submarinos e aeronaves. O tema já foi tratado pelo presidente com os comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha.
Em novembro, Lula sancionou a Lei Complementar 221, que retira R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal até 2031 para o reaparelhamento militar, abrindo espaço orçamentário para o setor.
O movimento também busca dialogar com segmentos do eleitorado ligados às Forças Armadas, historicamente mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paralelamente, o presidente defende reduzir a dependência externa em áreas estratégicas, diante do enfraquecimento do multilateralismo e da crescente disputa global, agravada pelo tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump e pela nova estratégia de segurança dos Estados Unidos para a América Latina.
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