Economia

Governo tenta evitar greve dos caminhoneiros com fiscalização do frete e ações sobre o diesel

Alta do diesel e pressão da categoria colocam paralisação nacional no radar


Reprodução Governo tenta evitar greve dos caminhoneiros com fiscalização do frete e ações sobre o diesel
Alta do diesel e pressão da categoria colocam paralisação nacional no radar

O governo federal intensificou a articulação para evitar uma possível greve dos caminhoneiros, diante da alta no preço do diesel e do aumento da insatisfação da categoria em todo o país. A estratégia envolve reforço na fiscalização do piso mínimo do frete e ações contra empresas que descumprirem a tabela.

Fiscalização do frete mínimo é prioridade

Entre as medidas em discussão está o fortalecimento do controle sobre o cumprimento da tabela do frete, considerada uma das principais reivindicações dos caminhoneiros.

Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), o objetivo é garantir que a política funcione de forma efetiva: “Essa é uma defesa concreta do caminhoneiro, garantindo remuneração justa, concorrência leal e mais eficiência para a logística do país”, afirmou.

A proposta busca substituir um modelo visto como pouco eficiente por um sistema com maior capacidade de fiscalização e punição.

Empresas podem ser punidas por descumprimento

O governo também prevê sanções para empresas que não respeitarem o frete mínimo, especialmente em casos de reincidência.

A intenção é:

  • coibir práticas irregulares

  • reduzir distorções no mercado

  • fortalecer a renda dos caminhoneiros autônomos

A medida tenta responder diretamente às pressões da categoria, que cobra mais rigor na aplicação da lei.

Fiscalização do diesel já ocorre em todo o país

Paralelamente, o governo lançou uma força-tarefa para monitorar o preço dos combustíveis.

De acordo com o Ministério da Justiça, a operação já fiscalizou:

  • 669 postos de combustíveis

  • 64 distribuidoras

  • 1 refinaria

  • em 16 estados

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), pediu a participação da população: “É importante que a sociedade procure o Procon para ajudar a combater crimes contra a economia popular”, afirmou.

Redução de impostos não impediu alta do diesel

O governo adotou medidas para conter o preço do diesel, como a redução a zero de PIS e Cofins, que representa uma queda estimada de R$ 0,32 por litro.

Mesmo assim, a Petrobras aplicou um reajuste de 11,6% nas refinarias, mantendo a pressão sobre o setor de transporte.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu as ações: “O que podemos fazer é minimizar os impactos externos, como a guerra, sobre o preço dos combustíveis”, declarou.

Lula fala em “sacrifício” para conter impactos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo tem adotado medidas para proteger a população: “Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da guerra cheguem ao povo brasileiro”, disse.

Greve segue como possibilidade real

Apesar das medidas, entidades representativas mantêm a pressão por mudanças mais amplas.

Organizações como:

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL)

  • Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava)

  • Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam)

já manifestaram apoio à possibilidade de paralisação.

Segundo Wallace Landim, o “Chorão”, presidente da Abrava, uma assembleia nacional aprovou a mobilização, mantendo o risco de greve no radar do governo.

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