Gilmar Mendes anula quebra de sigilo de empresa ligada a Toffoli
Ministro do STF anula decisão da CPI que mirava empresa ligada à família de Dias Toffoli
O ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilos da Maridt Participações, empresa que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado, que investiga suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao grupo vinculado ao Banco Master.
O que aconteceu
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu a decisão da CPI do Crime Organizado que determinava a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt Participações, ligada à família do ministro Dias Toffoli.
A comissão investiga a hipótese de que a empresa tenha sido utilizada para lavar dinheiro de um grupo criminoso associado ao Banco Master. A quebra de sigilo e a convocação dos irmãos de Toffoli — José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli — haviam sido aprovadas na quarta-feira (25).
Ao conceder habeas corpus de ofício, Gilmar Mendes declarou a nulidade do requerimento aprovado pela CPI e determinou que órgãos e entidades se abstivessem de enviar quaisquer dados com base na decisão. Ele também ordenou a inutilização imediata de informações eventualmente já encaminhadas, sob pena de responsabilização penal e administrativa.
A Maridt Participações integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável por um resort no Paraná, e iniciou a venda de sua participação em 2021. O foco das apurações inclui ainda relações da empresa com a Reag, gestora de fundos ligada ao Banco Master.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que Dias Toffoli não é alvo direto da investigação, que apura possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro e suspeitas de corrupção em diferentes esferas do poder público.
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