Política

Gestão Caiado repassou R$ 1,36 bi a fintech investigada por ligação com PCC

Relatório do Coaf aponta ligação da BK Bank com esquema de lavagem ligado ao PCC

  • segunda-feira, 25 de maio de 2026
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Reprodução Gestão Caiado repassou R$ 1,36 bi a fintech investigada por ligação com PCC
Ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado

O governo de Goiás, na gestão de Ronaldo Caiado, repassou R$ 1,36 bilhão à BK Bank para operacionalizar programas sociais entre 2021 e 2025. A fintech é investigada na Operação Carbono Oculto por suposta ligação com o PCC e suspeitas de lavagem de dinheiro.

O que aconteceu

A Agência de Fomento de Goiás, responsável pela operacionalização de benefícios sociais no estado, utilizou a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, para movimentar recursos destinados a cerca de 880 mil beneficiários entre outubro de 2021 e agosto de 2025.

Segundo relatório do Coaf obtido pela Folha de S.Paulo, os valores eram transferidos pela agência estatal à fintech e depois creditados em cartões usados pelos beneficiários dos programas sociais. As operações envolviam cobrança de taxa de até 6% sobre compras em estabelecimentos credenciados, com divisão dos valores entre a agência e a empresa.

Em 2024, uma nova fintech passou a atuar no sistema, alterando a divisão das taxas. Mesmo após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025, ainda houve repasses residuais à BK devido a saldos remanescentes.

O governo afirmou que não realizou novas transações após a operação policial e disse ter adotado medidas administrativas e judiciais para proteger recursos públicos. Também declarou que não há prejuízo identificado à GoiásFomento.

Investigada por atuar como suposto banco paralelo do PCC, a BK Bank é acusada de usar “contas-bolsões” para dificultar o rastreamento financeiro. Relatórios apontam movimentações suspeitas de R$ 17,7 bilhões e operações ligadas a empresas de combustíveis e álcool associadas à facção criminosa.

A Justiça determinou bloqueio de valores e preservação de documentos da fintech, que também mantinha contratos com órgãos públicos como Correios e Serpro.

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