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Fotos, vídeos, informações: tudo sobre a prisão de Silvinei Vasques

Condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista de 2022, será transferido para Brasília para cumprir prisão preventiva


Agência Brasil Fotos, vídeos, informações: tudo sobre a prisão de  Silvinei Vasques
Silvinei Vasques

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, foi preso no Paraguai ao tentar fugir para El Salvador usando documentos falsos e um passaporte em nome de outra pessoa. Condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista de 2022, será transferido para Brasília para cumprir prisão preventiva.

O QUE ACONTECEU

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos. Ele portava um passaporte paraguaio em nome de “Julio Eduardo”, que apresentou inconsistências logo na verificação inicial. A checagem técnica, com comparação biométrica e de impressões digitais, confirmou a verdadeira identidade do ex-dirigente, que estava proibido de deixar o Brasil por decisão judicial.

Após a prisão, Silvinei foi conduzido algemado e encapuzado por agentes paraguaios até Ciudad del Este, onde, no início da noite, foi entregue à Polícia Federal brasileira na fronteira. O ex-diretor passou a noite na sede da PF em Foz do Iguaçu (PR) e será transferido neste sábado (27) para Brasília, onde ficará sob custódia no Complexo Penitenciário da Papuda.

Durante a abordagem no aeroporto, além do passaporte falso, foram encontrados documentos brasileiros originais e uma carta escrita em espanhol. No texto, Silvinei afirmava não falar nem ouvir em razão de um suposto diagnóstico de Glioblastoma Multiforme grau IV, câncer no cérebro, e alegava estar a caminho de San Salvador para tratamento médico. Segundo investigadores da Polícia Federal, a carta não possuía assinatura nem autenticação e aparentava ter sido preparada para ser apresentada a autoridades migratórias. Até o momento, não há comprovação da veracidade das informações médicas relatadas.

A situação ganhou novos contornos após a Fundação de Saúde Itaiguapy, administradora do Hospital Itamed (antigo Hospital Ministro Costa Cavalcanti), em Foz do Iguaçu, divulgar nota informando que o médico citado na suposta prescrição apresentada por Silvinei não integra o corpo clínico da instituição e que o documento utiliza uma denominação e logomarca que não são mais usadas desde dezembro de 2024. A entidade afirmou ainda que também é vítima de possível fraude e uso indevido de sua imagem institucional.

Informações encaminhadas pela Polícia Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que Silvinei deixou sua residência em São José (SC) por volta das 19h22 da quarta-feira (24), véspera de Natal, ainda utilizando tornozeleira eletrônica. Imagens mostram o ex-diretor saindo do condomínio em um carro alugado, carregando sacolas e levando um cachorro da raça pitbull. O sinal do equipamento de monitoramento deixou de ser emitido na madrugada seguinte. Equipes da Polícia Penal de Santa Catarina e da Polícia Federal foram ao endereço posteriormente, mas não o localizaram.

Diante do descumprimento das medidas cautelares, Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do ex-diretor da PRF. A decisão destaca indícios de fuga, violação do monitoramento eletrônico e saída do endereço autorizado.

Silvinei Vasques foi condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. Segundo a Corte, ele integrou um dos núcleos envolvidos na elaboração da chamada “minuta do golpe” e em ações que dificultaram o deslocamento e o voto de eleitores do Nordeste. Embora ainda caiba recurso, a prisão preventiva foi determinada após a tentativa de fuga para o exterior.

Antes da condenação no Supremo, Silvinei já havia sido sentenciado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022. Preso em 2023, ele havia sido colocado em liberdade mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, agora descumpridas.

O caso acendeu um alerta nas autoridades brasileiras sobre o risco de fuga de outros condenados ou réus envolvidos nos processos relacionados à tentativa de golpe. Atualmente, segundo dados do STF, ao menos 29 pessoas já foram condenadas em ações penais ligadas à trama, enquanto outros investigados ainda aguardam julgamento definitivo ou cumprem medidas alternativas, como monitoramento eletrônico.



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