“Estou de saco cheio", desabafa a jornalista Daniela Lima após ser alvo de ataques e ofensas na internet
Em comentário publicado nas redes, internauta a chamou de “vagabunda criminosa”, expressão que gerou indignação e motivou uma resposta pública da jornalista
A jornalista Daniela Lima, apresentadora e colunista do UOL, fez um forte desabafo nas redes sociais após ser alvo de ataques e ofensas nas plataformas digitais. A comunicadora relatou estar cansada da violência direcionada às mulheres que atuam na imprensa e afirmou que não é mais possível normalizar esse tipo de comportamento.
O QUE ACONTECEU
A reação ocorreu depois que Daniela entrevistou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em uma conversa na qual ele abordou temas relacionados ao governo federal e fez críticas à possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Em vez de contestar as declarações do vice-presidente, um internauta direcionou ataques pessoais à jornalista.
Segundo Daniela Lima, o autor das ofensas seria um homem que ela acredita atuar como odontólogo ou ortodontista. Em comentário publicado nas redes sociais, ele a chamou de “vagabunda criminosa”, expressão que gerou indignação e motivou uma resposta pública da jornalista.
Durante o desabafo, Daniela afirmou estar “de saco cheio das consequências” desse tipo de agressão virtual e revelou o desgaste emocional provocado pelos ataques recorrentes contra profissionais da imprensa, especialmente mulheres.
A jornalista também informou que o UOL, empresa onde trabalha, está disposto a adotar medidas judiciais para responsabilizar o autor das ofensas. O caso poderá ser levado à Justiça como forma de combater a escalada de violência verbal e ataques misóginos nas redes sociais.
Em sua manifestação, Daniela Lima alertou para a necessidade de enfrentar a cultura de agressão contra mulheres. “Não dá para tratar uma mulher dessa forma. Nem uma vassoura da sua casa você trata assim”, afirmou.
A jornalista reforçou ainda que a sociedade não pode aceitar a normalização desse tipo de comportamento. Para ela, ataques pessoais, insultos e agressões verbais dirigidos a mulheres não podem ser vistos como algo comum no debate público.
O episódio reacende a discussão sobre violência de gênero no ambiente digital, assédio contra jornalistas e os limites da liberdade de expressão nas redes sociais. Entidades de defesa da imprensa e dos direitos das mulheres têm alertado, nos últimos anos, para o crescimento dos ataques direcionados a profissionais da comunicação, especialmente quando elas abordam temas políticos.
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