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Esposa de Moraes nega mensagens de Vorcaro e detalha contrato com banco

Esposa de Alexandre de Moraes esclarece vínculos com Banco Master e desmente suposta troca de mensagens


Reprodução Esposa de Moraes nega mensagens de Vorcaro e detalha contrato com banco
Esposa de Moraes nega mensagens de Vorcaro e detalha contrato com banco

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, negou ter recebido mensagens de Daniel Vorcaro, contestando nota do STF. Ela detalhou o contrato de seu escritório com o Banco Master, esclarecendo que nunca atuou em causas no STF e descrevendo os serviços jurídicos prestados à instituição.

O que aconteceu

Viviane Barci de Moraes afirmou que não recebeu mensagens registradas no bloco de notas do celular de Daniel Vorcaro, informação que contraria a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), usada pelo ministro Alexandre de Moraes para rebater reportagem da jornalista Malu Gaspar, publicada pelo jornal O Globo. A reportagem indicava uma suposta troca de mensagens de visualização única entre Vorcaro e o ministro no mesmo dia da prisão do banqueiro, com registros encontrados no celular do dono do Banco Master após análise da Polícia Federal.

Em nota oficial, Alexandre de Moraes negou ter recebido qualquer mensagem. Segundo ele, os prints enviados por Vorcaro estavam vinculados a pastas de outros contatos da agenda do banqueiro, e não ao seu nome. O ministro ressaltou que os arquivos estavam armazenados na mesma pasta do computador do próprio Vorcaro, sugerindo que as mensagens não tinham como destinatário o ministro. Apesar disso, a organização dos arquivos mostrou que o contato de Viviane, identificado como “Vivi Moraes”, aparecia na mesma pasta que um print do bloco de notas no qual Vorcaro escreveu: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear”. Especialistas em perícia digital destacam que a organização pós-extração não permite definir automaticamente o destinatário, devido à forma como softwares preservam a integridade das evidências.

Viviane também detalhou os serviços de seu escritório ao Banco Master. O contrato foi firmado em 2024, com pagamento mensal de R$ 3,5 milhões e potencial de R$ 129 milhões em três anos, encerrado em novembro de 2025 após liquidação da instituição determinada pelo Banco Central do Brasil. Durante a vigência, foram realizadas 94 reuniões de trabalho, produzidos 36 pareceres sobre compliance, regulação, direito trabalhista, previdenciário e proteção de dados, mobilizando 15 advogados e três escritórios especializados. O trabalho incluiu revisão de políticas internas, códigos de ética, programas de integridade e consultoria estratégica em investigações e processos judiciais. O escritório enfatizou que nunca atuou em causas do Banco Master no STF e reforçou sua experiência de quase duas décadas em serviços jurídicos corporativos.

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