Política

Enquanto Netanyahu minimiza a fome em Gaza, Lula e Wellington mostram ao mundo como combatê-la

Enquanto o mundo assiste ao agravamento da catástrofe humanitária em Gaza, o Brasil trilha o caminho oposto. Sob a liderança de Lula e Wellington Dias, o país volta a ser reconhecido como exemplo de superação da fome


Ilustração: Latuff. Fotos: reprodução Enquanto Netanyahu minimiza a fome em Gaza, Lula e Wellington mostram ao mundo como combatê-la
Enquanto Netanyahu minimiza a fome em Gaza, Lula e Wellington mostram ao mundo como combatê-la

O Brasil conquistou um marco histórico ao ser novamente retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A confirmação foi feita pelo relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI)”, divulgado nesta segunda-feira (28). O documento reconhece o esforço articulado do governo brasileiro, que em apenas dois anos conseguiu reverter o retrocesso vivido a partir de 2018 e reduzir em 85% os casos de insegurança alimentar grave.

A conquista brasileira contrasta de forma dramática com a postura do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que no mesmo dia voltou a negar a existência de fome em Gaza, mesmo diante de imagens de crianças desnutridas e denúncias de agências da ONU e organizações humanitárias. Em uma conferência cristã em Jerusalém, Netanyahu afirmou que Israel está “cumprindo as exigências do direito internacional” e que “já forneceu quase 2 milhões de toneladas de alimentos” ao território palestino — declaração que vem sendo amplamente questionada por especialistas e organismos internacionais.

Enquanto a comunidade internacional assiste, estarrecida, ao agravamento da catástrofe humanitária em Gaza, com bombardeios e bloqueios dificultando a distribuição de alimentos, o Brasil trilha o caminho oposto. Sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, o país volta a ser reconhecido como exemplo de superação da fome com políticas públicas integradas, centradas nos direitos humanos.

“Esse trabalho é motivo de muito orgulho e mostra que aprendemos lições importantes. No passado, levamos 11 anos para sair do Mapa da Fome. Agora conseguimos em dois anos”, afirmou Wellington Dias. A exclusão do Brasil da lista de países com mais de 2,5% da população em subalimentação grave marca uma virada institucional sustentada em programas como o Plano Brasil Sem Fome, a nova estrutura do Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o fortalecimento da agricultura familiar e da alimentação escolar, além da reativação do Consea.

Durante conversa com o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, o presidente Lula se disse “o homem mais feliz do mundo” e reafirmou seu compromisso com o combate à fome global. Dongyu respondeu à altura: “O senhor pode ser um soldado, mas é, na verdade, um comandante-chefe desta luta”. A FAO já planeja visitar o Brasil em 2026 para conhecer in loco as experiências bem-sucedidas no Fórum CELAC.

Essa conquista não apenas reforça o compromisso brasileiro com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ODS 2 — erradicar a fome até 2030 —, como também posiciona o país como uma liderança ética e política num momento em que potências militares falham em cumprir preceitos humanitários básicos. Enquanto países lançam trilhões em gastos com armas, Lula lembra que o mundo já produz comida suficiente: o problema está no acesso. “É uma vergonha para os governantes do mundo”, disse, “porque as pessoas não têm dinheiro para se alimentar, não porque falta alimento.”

No cenário internacional, o contraste não poderia ser mais nítido. Enquanto Netanyahu tenta minimizar o sofrimento em Gaza e transferir responsabilidades para o próprio povo palestino — dizendo que “centenas de caminhões aguardam entrada pela passagem de Kerem Shalom” —, países como Jordânia e Emirados Árabes Unidos recorrem ao lançamento aéreo de mantimentos, numa tentativa desesperada de contornar a ineficácia da logística sob controle israelense.

Já o Brasil mostra que, mesmo em tempos difíceis, políticas públicas baseadas em direitos, solidariedade e planejamento são capazes de transformar realidades. O país, que retirou 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave até o final de 2023, reafirma sua vocação de liderar pelo exemplo.

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