Política

Em memória de Vlado e daqueles que lutaram por DEMOCRACIA e contra a ditadura

A Catedral da Sé, em São Paulo (SP), recebeu, na noite de ontem (25), um ato inter-religioso que recriou a histórica cerimônia de 1975.


BdF Em memória de Vlado e daqueles que lutaram por DEMOCRACIA e contra a ditadura
Em memória de Vlado e daqueles que lutaram por DEMOCRACIA e contra a ditadura

Em memória dos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, a Catedral da Sé, em São Paulo (SP), recebeu, na noite de ontem (25), um ato inter-religioso que recriou a histórica cerimônia de 1975. O evento, organizado pela Comissão Arns e pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), homenageou o legado de “Vlado” e de todas as vítimas da ditadura militar, reunindo centenas de pessoas, que lotaram o local.

A recriação do ato contou com a presença de lideranças religiosas, familiares, jornalistas, autoridades e artistas, no mesmo espaço onde, há meio século, milhares de pessoas desafiaram o regime militar e se uniram em defesa da democracia. Durante o evento, o público entoou palavras de ordem contra a anistia a criminosos da ditadura de 1964 e também aos acusados de coordenar os atos golpistas de 2023.

Na cerimônia, a presidente do Supremo Tribunal Militar, ministra Maria Elizabeth Rocha, pediu perdão pelos erros e omissões cometidos durante a ditadura militar no Brasil. “Eu peço perdão à sociedade brasileira e à história do país pelos equívocos cometidos pela Justiça Militar federal em detrimento da democracia e favoráveis ao regime autoritário. Recebam o meu perdão, a minha dor e a minha resistência”, disse a ministra.

Vlado era jornalista da TV Cultura e foi assassinado em 25 de outubro de 1975, nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo, após se apresentar voluntariamente para prestar depoimento sobre supostos vínculos com o PCdoB. A versão oficial do regime alegava suicídio, mas investigações posteriores comprovaram que ele foi torturado e morto por agentes do Estado.



















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