Trabalho

Efeito Lula: desemprego fica em 5,6% e atinge menor nível em agosto

Taxa de desocupação segue em queda, impulsionada por contratações temporárias; ocupação, renda e empregos com carteira batem recordes.


Montagem/Ricardo Stuckert/Marcelo Camargo/Agência Brasil Efeito Lula: desemprego fica em 5,6% e atinge menor nível em agosto
Efeito Lula: desemprego cai

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em agosto de 2025, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice repete o registrado entre maio e julho e continua sendo o menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Em comparação com o mesmo período de 2024, quando a taxa estava em 6,6%, houve uma queda significativa.

Atualmente, o número de pessoas em busca de emprego é de 6,08 milhões — menor patamar desde dezembro de 2013 (6,1 milhões) e o mais baixo já registrado na série histórica. Um ano atrás, esse número era de 7,13 milhões.

O total de pessoas ocupadas chegou a 102,4 milhões, mantendo a taxa de ocupação da população em idade ativa em 58,1%, também um recorde. Isso representa um aumento de 555 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 1,9 milhão em comparação com agosto de 2024.

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o recuo na desocupação foi impulsionado principalmente pelas contratações temporárias na rede pública de ensino. “São trabalhadores sem carteira assinada, com contratos temporários”, explicou.

Empregos formais e setor público em alta

O setor privado atingiu o maior número de empregados da série histórica, com 52,6 milhões de pessoas. Deste total, 39,1 milhões têm carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos), número que se manteve estável no trimestre, mas representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Já os trabalhadores sem carteira somaram 13,5 milhões — estáveis em relação ao trimestre anterior, mas 464 mil a menos que há um ano. O setor público também registrou crescimento, com 12,9 milhões de pessoas empregadas, um aumento de 2,7% em 12 meses.

Informalidade e trabalho por conta própria crescem

A taxa de informalidade foi de 38%, o equivalente a 38,9 milhões de pessoas. Embora tenha subido levemente frente aos 37,8% registrados em maio, ainda está abaixo do percentual observado em agosto de 2024 (38,9%).

O destaque foi o avanço dos trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que chegaram a 19,1 milhões — crescimento de 1,9% no trimestre e de 2,9% em relação ao ano anterior. Segundo Kratochwill, esse movimento indica uma aposta crescente no trabalho autônomo, especialmente nos setores de comércio e alimentação.

Rendimento médio e massa salarial batem recorde

A renda média habitual dos trabalhadores alcançou R$ 3.488, o maior valor já registrado para o trimestre de junho a agosto. O montante supera em 3,3% o recorde anterior, de R$ 3.377, obtido em 2024.

Já a massa de rendimento real habitual (soma dos salários de todos os trabalhadores) atingiu R$ 352,6 bilhões, também um recorde. O valor representa alta de 1,4% frente a maio e de 5,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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