É TODO DIA! É QUASE TODA HORA: Eduardo ataca aliados e abre guerra pela anistia no PL
Ele não aceita anistia que não inclua seu pai
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a elevar o tom das críticas contra integrantes de seu próprio partido. Nesta sexta-feira (5), pelas redes sociais, o parlamentar atacou a ala do PL que negocia uma proposta de anistia restrita, que deixaria de fora o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo reportagem da CNN Brasil, interlocutores do Senado têm trabalhado em um acordo que poderia viabilizar a votação caso o nome de Bolsonaro fosse excluído. A sinalização partiu do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como forma de destravar o debate em meio ao julgamento dos primeiros réus envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Eduardo reagiu de imediato:
“Eu sei que vocês querem tirar meu pai da anistia para poder chantagear ele e forçá-lo a escolher o candidato que vocês querem emplacar. Qualquer anistia que não seja ampla e irrestrita não será aceita. Já irei conversar com a base parlamentar do PL sobre isso. Esses planinhos escusos não irão prosperar. Vocês estão brincando com coisa séria e vão acabar sendo vistos como colaboradores de violadores de direitos humanos”, escreveu no X.
Para Eduardo, uma medida limitada não teria apoio da direita nem serviria para reduzir pressões externas. Ele argumenta que apenas uma anistia “ampla e irrestrita” poderia pacificar o ambiente político e conter sanções internacionais.
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que convencer Jair Bolsonaro a aceitar ficar de fora da anistia é possível, já que o próprio ex-presidente já teria admitido essa hipótese. No entanto, consideram mais difícil conter a ofensiva internacional de Eduardo, que, desde fevereiro, vive nos Estados Unidos e articula junto a aliados de Donald Trump.
Em entrevista recente ao Contexto Metrópoles, o deputado acusou parte da direita de tentar alijar sua família do poder e ameaçou deixar o PL se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ingressar na legenda. Em outras ocasiões, ele e os irmãos já haviam chamado governadores aliados de “ratos”. Agora, a artilharia é voltada também para colegas da própria bancada no Congresso, revelando fissuras internas no partido que lidera a oposição.
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