Desenvolvimento econômico do Piauí é destaque na revista Valor Econômico
Com incentivos coordenados pela Sefaz e Codin, o Piauí amplia a industrialização, diversifica a economia e se consolida como destaque no Nordeste.
A política de incentivos fiscais do Governo do Piauí, coordenada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz-PI), foi destaque na edição de outubro da Valor Estados, publicação especial da revista Valor Econômico, do Grupo Globo. O reconhecimento reforça o papel estratégico da Sefaz na atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento do desenvolvimento econômico do Estado.
Os benefícios, concedidos pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial do Piauí (Codin) órgão vinculado à Sefaz e presidido pelo secretário Emílio Júnior, têm sido fundamentais para a instalação de novas indústrias, ampliação de empreendimentos locais e diversificação da base produtiva. A política vem se consolidando como um dos principais motores do crescimento econômico piauiense, com impacto direto na geração de emprego e renda.
De acordo com projeções da LCA Consultoria Econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 3,3% em 2024 e deve avançar 2,7% em 2025, desempenho superior ao de estados vizinhos como Maranhão (2,5%), Ceará (2%) e Pernambuco (1,2%).
“Os incentivos fiscais seguem sendo uma das principais ferramentas para atrair investimentos, diversificar a base produtiva e interiorizar o crescimento econômico, reforçando o papel do Estado como um dos que mais avançam no Nordeste em industrialização e geração de empregos”, destacou o secretário da Fazenda, Emílio Júnior.
Crescimento da arrecadação e geração de empregos
O avanço econômico também se reflete na arrecadação estadual, que passou de R$ 7,84 bilhões em 2023 para R$ 8,93 bilhões em 2024. Nesse período, a renúncia fiscal somou R$ 166,44 milhões, voltada a setores como indústria, agroindústria e comércio. Para 2025, a previsão é de arrecadação de R$ 9,56 bilhões, com diferimento estimado em R$ 175,76 milhões.
Segundo Emílio Júnior, o foco da política tributária é a geração de oportunidades.
“O benefício tributário tem como objetivo gerar emprego e renda. O compromisso do governo é criar 80 mil empregos nesta gestão, e já alcançamos 62 mil, boa parte impulsionada pelas políticas de isenção. Nosso foco é garantir que cada incentivo se traduza em novos postos de trabalho, renda e desenvolvimento regional sustentável para o povo piauiense”, afirmou.
Casos de sucesso
A reportagem também destacou empresas que vêm colhendo resultados expressivos graças aos incentivos estaduais.
A Água Alaiane do Piauí, instalada em Geminiano, investiu R$ 10 milhões em uma nova unidade que deve gerar 132 empregos diretos e indiretos. A produção projetada é de 40 mil galões de 20 litros por mês, além de 40 mil pacotes de água em diversos tamanhos.
Já a Cevap, beneficiadora de milho e arroz, consolidou-se como referência no setor, alcançando faturamento de R$ 110 milhões em 2024 crescimento de 8%. A empresa conta com isenção de ICMS por estar instalada no Polo Industrial Sul e com incentivos que estimulam a compra de milho de produtores locais.
O setor atacadista também apresentou desempenho acima da média nacional. Segundo a Associação Piauiense de Atacadistas e Distribuidores (Apad), que reúne 80 empresas, o faturamento do segmento chegou a R$ 4,02 bilhões em 2024.
Reforma Tributária e novos investimentos
A Valor Estados também abordou os impactos da Reforma Tributária sobre as políticas de incentivo. Com o início da transição previsto para 2026, o Governo do Piauí acompanha de perto as discussões sobre os fundos de compensação tributária e de desenvolvimento regional, que deverão equilibrar os efeitos da reforma entre os estados.
“Há um ponto positivo na reforma, que é a redução da guerra fiscal. No entanto, estados com menor base de consumo e parques industriais mais modestos enfrentam desafios para competir com os maiores. Vamos lutar para garantir uma participação justa nos recursos dos fundos”, pontuou Emílio Júnior.
Apesar das discussões em torno da reforma, os novos projetos continuam avançando. Em 30 de outubro, o Codin aprovou benefícios fiscais para seis novas indústrias, que juntas devem investir R$ 63,75 milhões no Piauí e gerar cerca de 866 empregos, sendo 206 diretos e 560 indiretos.
Os empreendimentos contemplam municípios como Teresina, Floriano, São José do Divino e Santo Antônio de Lisboa, com projetos voltados à ampliação de unidades e novos produtos, entre eles tanques metálicos, cosméticos, vinagres de frutas, laticínios, glicerina e derivados de óleo. Também está prevista a implantação de uma nova indústria de aparelhos de refrigeração e colmeias evaporativas em Floriano.
“A ampliação e atração de novos investimentos movimenta a economia local, gera mais empregos e renda e contribui diretamente para o desenvolvimento do Piauí”, concluiu o secretário da Fazenda e presidente do Codin, Emílio Júnior.
A versão completa da revista Valor Estados está disponível no site do Valor Econômico.
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