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Curso capacita médicos da Atenção Básica para ampliar oferta de acupuntura no SUS

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) realizou, nesta quinta-feira (18), a etapa presencial de encerramento do curso Acupuntura para Médicos da Atenção Básica (AMAB), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

  • quinta-feira, 18 de junho de 2026
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A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) realizou, nesta quinta-feira (18), a etapa presencial de encerramento do curso Acupuntura para Médicos da Atenção Básica (AMAB), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A capacitação ocorre nos dias 18 e 19 de junho e 2 e 3 de julho, no Hemopi, em Teresina.

A iniciativa integra uma parceria com o Ministério da Saúde e tem como objetivo qualificar médicos da atenção primária para a utilização da acupuntura como prática complementar no cuidado aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o médico acupunturista e professor doutor em Clínica Médica da UFSC, Li Shih Min, o curso surgiu a partir de uma experiência local que alcançou resultados positivos. “Estamos na etapa final da capacitação. Ao longo do curso, os participantes cumpriram uma carga horária de 160 horas. Agora, nos encontros presenciais, vamos trabalhar a prática da inserção e manipulação das agulhas. Os participantes são, prioritariamente, profissionais da Estratégia Saúde da Família e da Medicina de Família e Comunidade”, explica.

Foto: Ascom Hemopi

O programa busca integrar conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa às práticas da medicina contemporânea, ampliando as possibilidades terapêuticas disponíveis nos serviços de atenção básica.

Para o médico Edmilson Marques, um dos ministrantes do curso, a acupuntura pode contribuir significativamente para o atendimento das demandas mais frequentes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “As queixas mais comuns da atenção primária estão relacionadas às dores crônicas e à saúde mental. A acupuntura pode ser utilizada como alternativa terapêutica para esses casos, além de auxiliar no manejo de sintomas ainda sem diagnóstico definido. Trata-se de um recurso adicional que amplia a capacidade de cuidado da atenção primária e, conforme a avaliação clínica, pode ser adotada como tratamento inicial”, afirma.

Segundo o especialista, outro diferencial da acupuntura é o baixo custo do tratamento e sua integração com outras formas de cuidado. “Ela também pode ser entendida como uma estratégia de prevenção quaternária, pois contribui para evitar intervenções mais complexas, tratamentos mais caros e o uso excessivo de medicamentos quando não há necessidade”, ressalta.

Foto: Ascom Hemopi

Entre os benefícios da incorporação da acupuntura à rotina da rede básica estão a redução das filas de espera para atendimentos especializados, o manejo mais rápido de dores crônicas e de outras condições frequentes, além da diminuição do uso indiscriminado de analgésicos, anti-inflamatórios e ansiolíticos. A prática também contribui para a humanização do atendimento ao promover uma abordagem integral da saúde do paciente.

A coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Sesapi, Virginia Pinheiro, destaca que a capacitação integra as estratégias da Secretaria para fortalecer as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no estado. “A ampliação da oferta da acupuntura nas unidades básicas de saúde fortalece o cuidado integral ao usuário do SUS. Além de contribuir para a redução de intervenções farmacológicas em determinadas situações, a prática qualifica a assistência prestada, consolida a atenção primária e promove mais qualidade de vida para a população”, destaca a coordenadora.

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