Banco Master: Jaques Wagner reage a ação da PF, nega irregularidades e afirma ter apoio de Lula
Investigação apura repasses milionários ligados ao Banco Master e Lula defende autonomia da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras e irregularidades relacionadas ao Banco Master. Entre os alvos da nova etapa da investigação está o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado Federal.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
Investigação apura repasses milionários ligados ao Banco Master
Um dos principais focos da investigação envolve a empresa BN Financeira, pertencente a Bonnie Bonilha, nora de Jaques Wagner. Informações obtidas por meio de quebra de sigilo fiscal e encaminhadas à CPI do Crime Organizado indicam que a empresa recebeu cerca de R$ 12 milhões do Banco Master entre os anos de 2022 e 2025.
De acordo com documentos da apuração, o senador é apontado como suposto beneficiário central de vantagens econômicas consideradas indevidas, que teriam sido estruturadas direta ou indiretamente por intermédio de familiares, pessoas próximas e empresas vinculadas ao grupo investigado.
As suspeitas estão sendo analisadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, que busca identificar a existência de uma rede de favorecimentos financeiros e possíveis irregularidades envolvendo recursos movimentados pelo Banco Master.
Lula defende autonomia da Polícia Federal
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a nova fase da operação gerou repercussão política. Segundo relatos de integrantes do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria reafirmado a defesa da autonomia da Polícia Federal diante das investigações que atingem um dos principais aliados da base governista.
Ainda de acordo com interlocutores, Lula entende que qualquer pessoa submetida a investigação deve prestar esclarecimentos às autoridades e responder por eventuais irregularidades, sem interferência política nas apurações.
Ao mesmo tempo, integrantes do governo acompanham os desdobramentos do caso e avaliam possíveis impactos políticos da investigação sobre a atuação de Jaques Wagner na liderança governista no Senado.
Jaques Wagner nega acusações e afirma ter apoio de Lula
Poucas horas após a deflagração da operação, Jaques Wagner utilizou as redes sociais para se manifestar sobre o caso e negar qualquer envolvimento em irregularidades.
"O meu patrimônio é limpo e está todo declarado no Imposto de Renda. Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF. Meu patrimônio é composto pelo apartamento onde moro e por um sítio localizado em Andaraí", afirmou o senador.
Wagner também relembrou investigações anteriores que o atingiram durante sua trajetória política.
"Em 2018 enfrentei o mesmo tipo de ataque e o povo da Bahia me deu a maior votação da história", declarou.
Na mesma publicação, o parlamentar afirmou ter recebido uma ligação do presidente Lula em sinal de apoio e confiança.
"Recebi hoje o telefonema de solidariedade e a confiança do presidente Lula. Sigo firme no meu trabalho pelo povo baiano. A nossa caminhada continua firme", escreveu o senador.
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