Previdência

Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria do INSS para mulher com filho

Proposta aprovada em comissão da Câmara concede acréscimo para seguradas do INSS com até três filhos, mas ainda depende de novas aprovações.


Pedro Gustavo Comissão aprova adicional de 5% na aposentadoria do INSS para mulher com filho
Fachada do prédio administração central INSS

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria um adicional de 5% na aposentadoria ou pensão de seguradas do INSS por filho nascido ou adotado, limitado a três filhos, totalizando até 15%. A proposta ainda será analisada por outras comissões e, se aprovada, valerá apenas para benefícios concedidos após a futura lei entrar em vigor.

O que aconteceu

O Projeto de Lei 6.841/2025 estabelece um adicional de 5% sobre o valor da aposentadoria ou pensão para seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) por filho nascido ou adotado, limitado a três filhos. Para receber o benefício, será necessário comprovar dedicação direta ao cuidado, incluindo maternagem ou adoção, manutenção do poder familiar e apresentação da documentação exigida.

A proposta tem caráter conclusivo, mas ainda precisa passar pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça. Se aprovada sem alterações, seguirá para sanção.

A futura lei entrará em vigor 180 dias após a publicação, com prazo de 90 dias para regulamentação. O adicional não será incorporado ao salário de contribuição, não permitirá revisão de benefícios já concedidos e será válido apenas para aposentadorias e pensões concedidas após a vigência da norma.

Segundo o autor, deputado Duda Ramos (Pode-RR), a medida busca reconhecer os impactos do cuidado com os filhos na trajetória profissional das mulheres. A relatora, deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS), cita estudos do Ipea e da OIT que apontam maior dedicação feminina ao trabalho doméstico e de cuidados, fator que reduz o tempo de contribuição e o valor dos benefícios previdenciários. Propostas semelhantes chegaram a ser debatidas durante a reforma da Previdência de 2019, mas não avançaram.

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