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Comandante da Guarda Municipal é morta a tiros por namorado PRF

As investigações preliminares apontam que o crime foi meticulosamente planejado


Reprodução Comandante da Guarda Municipal é morta a tiros por namorado PRF
Comandante da Guarda Municipal é morta por namorado PRF

A madrugada desta segunda-feira (23) foi marcada por uma tragédia na capital capixaba. Dayse Barbosa, comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES), foi assassinada a tiros dentro de sua própria residência, no bairro Caratoíra. O autor do crime foi seu namorado, o Policial Rodoviário Federal (PRF) Diego Oliveira de Souza, que cometeu suicídio logo após o ataque.

Dinâmica do crime e premeditação

As investigações preliminares apontam que o crime foi meticulosamente planejado. Diego utilizou uma escada para acessar a marquise da casa e invadir o quarto de Dayse enquanto ela dormia.

De acordo com o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarílio Boni, o agressor portava um kit que reforça a tese de premeditação. Na mochila do policial, foram encontrados:

  • Canivete e faca;

  • Carregadores de munição extras;

  • Alicate, vidro de álcool e isqueiro.

"Tudo indica que ela estava dormindo e foi surpreendida, sem chance de reação", afirmou o secretário.

Detalhes da perícia e motivação

A perícia criminal indicou que Dayse foi atingida por cinco disparos na cabeça. Apesar de ter tentado se levantar após os primeiros tiros, a vítima não conseguiu esboçar defesa. O pai de Dayse e sua filha de 8 anos estavam na residência no momento do crime.

Em depoimento emocionante, o pai da comandante, Carlos Roberto Teixeira, relatou que a filha pretendia terminar o relacionamento devido ao histórico de brigas. Os celulares de ambos foram apreendidos e passarão por perícia para confirmar a motivação exata do feminicídio.

Quem era Dayse Barbosa?

Dayse Barbosa fez história ao se tornar a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória. Sua trajetória na segurança pública era amplamente respeitada.

Em nota oficial, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) — corporação na qual Diego ingressou em 2020 e atuava em Campos dos Goytacazes (RJ) — lamentou o ocorrido e reafirmou seu compromisso no combate à violência contra a mulher, colocando-se à disposição para colaborar com as investigações.

O caso segue sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM).

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