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Ciro Nogueira nega acusações sobre Banco Master e defende emenda do FGC

Senador rebate denúncias e promete reapresentar proposta que altera garantia do Fundo Garantidor de Créditos


Reprodução Ciro Nogueira nega acusações sobre Banco Master e defende emenda do FGC
Ciro Nogueira nega acusações e defende emenda do FGC

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) negou acusações de que teria recebido recursos do Banco Master em troca de favores. Em vídeo, afirmou ser inocente, defendeu seu patrimônio e disse que vai reapresentar emenda que altera o teto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), alvo de investigação da PF.

O que aconteceu

Ciro Nogueira (PP-PI) se pronunciou publicamente para negar acusações de que teria recebido dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em troca de benefícios políticos. Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador afirmou ser inocente e disse que já enfrentou “ataques em ano eleitoral” em outras ocasiões, reforçando que, segundo ele, “essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora”.

O parlamentar também defendeu seu patrimônio, alegando que possui empresas familiares fundadas por seu pai, que justificariam seus bens. Além disso, saiu em defesa de sua atuação legislativa e criticou a forma como foi tratada a chamada “Emenda Master”, relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ele afirmou que o texto não teria sido publicado “na íntegra conforme recebido”.

A proposta em discussão previa elevar o teto de cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que, segundo ele, corrigiria uma defasagem acumulada ao longo dos anos. Ciro argumenta que o fundo, financiado por bancos privados, não é atualizado há mais de uma década e que a rejeição da proposta favorece grandes instituições financeiras.

O senador também declarou que pretende reapresentar a emenda, defendendo que o valor deveria estar acima de R$ 800 mil considerando a taxa Selic. O FGC é responsável por proteger correntistas em caso de falência de instituições financeiras. 

A proposta estava inserida na PEC nº 65/2023, que trata da autonomia do Banco Central. Segundo investigações da Polícia Federal, a emenda teria sido elaborada com participação de integrantes ligados ao Banco Master e entregue ao senador, o que ele nega.
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