Política

Broncopneumonia, fragilidade e vitimização: Bolsonaro doente, mas pronto para receber emissário de Trump

O episódio demonstra que, mesmo alegando doença grave, Bolsonaro segue envolvido em articulações políticas


Redes Sociais Broncopneumonia, fragilidade e vitimização: Bolsonaro doente, mas pronto para receber emissário de Trump
Jair Bolsonaro

O noticiário da semana informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante a madrugada e precisou ser levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar um quadro de broncopneumonia aguda, um tipo de infecção pulmonar.

A atualização mais recente divulgada nas redes sociais por Michelle Bolsonaro, publicada no período da noite, afirma que, apesar de ainda estar indisposto, o ex-presidente apresentou sinais de melhora. 

Paralelamente às informações sobre o estado de saúde, filhos, advogados e aliados políticos de Bolsonaro passaram a defender que ele seja colocado em prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente enfrenta um quadro clínico grave.

A situação motivou comentário do jornalista Reinaldo Azevedo, que publicou um vídeo criticando o que classificou como postura contraditória dos filhos de Bolsonaro. Segundo ele, os familiares tentam construir uma imagem de fragilidade e vitimização do ex-presidente, atitude que, de acordo com o jornalista, não foi adotada quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso.

De um lado, os filhos de Bolsonaro afirmam que o pai está “muito, muito doente” e que, por isso, deveria cumprir a pena em casa. De outro, Reinaldo Azevedo sustenta que Bolsonaro é o detento que recebe o melhor tratamento — tanto médico quanto humanitário — por parte da Polícia Federal.

Enquanto os familiares reforçam o argumento de que o ex-presidente precisa deixar a prisão por motivos de saúde, críticos lembram que Bolsonaro continua politicamente ativo. Um dos episódios recentes citados foi a tentativa de visita de um emissário ligado ao governo de Donald Trump, que acabou não ocorrendo após decisão do Supremo Tribunal Federal e negativa de visto por parte do governo brasileiro. Segundo os críticos, o episódio demonstra que, mesmo alegando doença grave, Bolsonaro segue envolvido em articulações políticas.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: