Política

Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia e ditadura

Veja a lista de livros que garantem redução de pena. Ela inclue títulos que tratam sobre racismo, democracia, questões de gênero e ditadura


IA Bolsonaro pode reduzir pena lendo livros sobre democracia e ditadura
Leitura pode reduzir pena

Condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado, o agora, presidiário Jair Bolsonaro poderá reduzir parte da pena caso participe do programa de remição pela leitura, adotado nas unidades prisionais do Distrito Federal. A iniciativa — que também se aplica aos demais integrantes do núcleo 1 da trama golpista — prevê o abatimento de quatro dias de pena para cada livro lido e comprovado por meio de relatório.

A legislação estabelece que cada detento tem até 21 dias para concluir a leitura e, posteriormente, dez dias para entregar uma resenha. O limite anual é de 11 obras, o que representa até 44 dias de pena reduzidos por ano. A lista disponível aos presos é elaborada pela Secretaria de Educação do DF e exclui livros que contenham violência ou discriminação. Entre os títulos aprovados estão obras que tratam de democracia, ditadura militar, racismo, questões de gênero e direitos humanos.Entre elas: 

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; 

Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva; 

Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo; 

Democracia, de Philip Bunting; 

Na Minha Pele, de Lázaro Ramos; 

Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro; 

Presos que Menstruam, de Nana Queiroz; e 

1968: O Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura. 

Clássicos como Guerra e Paz, de Tolstói, também fazem parte do catálogo.

Para aderir ao benefício, contudo, Bolsonaro e os demais envolvidos precisam solicitar autorização ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal. Além da lista oficial, os presos podem sugerir outros títulos caso participem de clubes de leitura existentes dentro das unidades penitenciárias do DF.

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