Bolsonaro e aliados têm até quarta-feira para defesa final
PGR vê Bolsonaro como líder do núcleo golpista; defesa dos réus deve ser apresentada até o dia 13.
Os advogados dos réus que integram o chamado núcleo 1 — grupo apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável pela elaboração de um plano para um golpe de Estado — têm até a próxima quarta-feira (13) para apresentar suas alegações finais. Entre os acusados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considerado pela PGR como o principal articulador da tentativa de golpe. As informações são do portal Metrópoles.
Segundo a PGR, o núcleo 1 é composto por oito réus, considerados os mentores da ação golpista. Além de Bolsonaro, fazem parte do grupo ex-ministros, militares de alta patente e ex-integrantes do alto escalão do governo. Apesar de o ex-presidente estar em prisão domiciliar por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), ele e outros seis acusados ainda não protocolaram suas defesas finais — o que deve ocorrer apenas no último dia do prazo.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos os réus e solicitou a redução dos benefícios concedidos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e um dos principais delatores do caso. Cid, por sua vez, pediu que sejam mantidos os termos do acordo de colaboração firmado com a Polícia Federal durante a fase de inquérito.
Apesar das restrições impostas a Bolsonaro, o julgamento do núcleo 1 continua previsto para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro. Todos os réus já foram interrogados pela Primeira Turma do STF.
Quem são os acusados do núcleo 1, segundo a PGR:
Alexandre Ramagem – Ex-diretor da Abin, é acusado de espalhar informações falsas sobre suposta fraude nas eleições.
Almir Garnier Santos – Ex-comandante da Marinha; teria apoiado o golpe em reunião com comandantes das Forças Armadas e colocado tropas à disposição.
Anderson Torres – Ex-ministro da Justiça; é acusado de assessorar juridicamente Bolsonaro no plano golpista. Uma minuta do golpe foi encontrada em sua residência em janeiro de 2023.
Augusto Heleno – Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; participou de transmissões ao vivo com alegações falsas sobre o sistema eleitoral e mantinha anotações estratégicas para desacreditar as urnas.
Jair Bolsonaro – Ex-presidente da República; apontado como o líder da articulação golpista, respondendo pela qualificadora de comando do grupo.
Mauro Cid – Ex-ajudante de ordens e delator; teria participado de reuniões e trocado mensagens sobre o planejamento do golpe.
Paulo Sérgio Nogueira – Ex-ministro da Defesa; teria apresentado a militares um decreto elaborado por Bolsonaro para instaurar estado de defesa e anular o resultado das eleições.
Walter Souza Braga Netto – Único réu preso até o momento; ex-ministro e general da reserva, acusado de obstruir investigações e financiar acampamentos golpistas, além de, segundo delação, estar envolvido em um plano para assassinar o ministro Alexandre de Moraes.
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