Bolsonaro doente (de novo). Após prisão domiciliar ex-presidente apresenta soluços frequentes
Defesa quer que o cirurgião Cláudio Birolini e outros três profissionais de saúde tenham acesso liberado ao paciente, sem a necessidade de aval prévio
Em meio ao cumprimento de prisão domiciliar e enfrentando uma nova crise de saúde, o ex-presidente Jair Bolsonaro deve solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização permanente para receber visitas de seu médico particular. A defesa pretende protocolar ainda nesta semana uma petição dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, pedindo que o cirurgião Cláudio Birolini e outros três profissionais de saúde tenham acesso liberado ao paciente, sem a necessidade de aval prévio.
De acordo com informações da coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles, aliados próximos relataram que Bolsonaro voltou a sofrer crises intensas de soluço — um problema recorrente desde a facada que sofreu em 2018. O quadro teria se agravado após a decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar, com base no descumprimento de medidas cautelares no inquérito que investiga tentativa de golpe de Estado.
Cláudio Birolini, responsável pela última cirurgia de Bolsonaro, acompanha sua condição clínica desde as complicações decorrentes do atentado. Atualmente, apenas familiares diretos — filhos, netos, noras — e advogados têm autorização automática para visitá-lo. Políticos e aliados, por outro lado, precisam submeter pedidos ao STF e aguardar parecer do ministro relator.
Foi o que ocorreu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que teve a visita autorizada por Moraes nesta quinta-feira (7). O ministro também liberou o acesso da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e dos deputados federais Luciano Zucco (PL-RS) e Geraldo Junio (PL-MG), todos com restrições: os encontros devem ocorrer entre os dias 8 e 14 de agosto, sem uso de celulares ou qualquer tipo de gravação.
Apesar da custódia domiciliar, Bolsonaro informou ao STF que deseja receber todos os visitantes que protocolarem pedidos oficiais junto à Corte. Ele está em prisão domiciliar desde segunda-feira (4), após ser acusado de violar medidas cautelares impostas no mês anterior. Antes dessa decisão, apenas o senador Ciro Nogueira (PP-PI) havia sido autorizado a visitá-lo — o encontro ocorreu na última terça-feira (5).
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