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Aluno de direito ataca homem em situação de rua com arma de choque em Belém

Vídeo mostra ataque motivado por suposta aposta entre estudantes e caso gera revolta e investigação policial


Reprodução Aluno de direito ataca homem em situação de rua com arma de choque em Belém
Estudante agride morador de rua com taser em Belém

Um estudante de Direito foi flagrado agredindo um homem em situação de rua com um taser em Belém, após uma suposta aposta entre colegas. O caso, registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais, gerou revolta e levou à abertura de investigações pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Federal.

O que aconteceu

Na segunda-feira (13), um estudante de Direito de uma universidade particular foi filmado atacando um homem em situação de rua no bairro Umarizal, em Belém. As imagens, divulgadas nas redes sociais pelos próprios envolvidos, mostram a vítima caminhando de costas quando é surpreendida pelo agressor, que utiliza um taser em dois momentos distintos.

Segundo testemunhas, a agressão teria sido motivada por uma aposta entre o estudante e outro colega, responsável pela filmagem. A “brincadeira” previa que o perdedor deveria cometer o ato violento. Em um dos vídeos, é possível ouvir risadas ao fundo após o homem ser atingido pelo choque.

A repercussão do caso provocou indignação. Um grupo de pessoas foi até a universidade para exigir explicações dos estudantes envolvidos, o que resultou em confronto com seguranças da instituição.

MPF cobra explicações em 48h

A Polícia Civil iniciou investigação para apurar as circunstâncias da agressão. Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) também abriu procedimento para investigar a denúncia de violação de direitos humanos. A apuração está sob responsabilidade da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Pará.

Como medida inicial, o procurador Sadi Machado solicitou informações à universidade onde o agressor estuda, estabelecendo prazo de 48 horas para resposta. O MPF também encaminhou representação criminal ao Ministério Público do Estado do Pará, que ficará encarregado da investigação penal.

O caso integra um conjunto de ações do MPF voltadas à proteção da população em situação de rua no estado. Essas iniciativas foram intensificadas a partir de 2023, após decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou a aplicação imediata das diretrizes da Política Nacional para essa população, obrigando estados e municípios a adotarem medidas de proteção, independentemente de adesão formal.

Entre as ações promovidas pelo órgão estão iniciativas judiciais e extrajudiciais para garantir acolhimento, atendimento digno e impedir remoções forçadas de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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