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Alemanha investiga torcedores por simbologia nazista na Copa do Mundo

Casos em duas cidades envolvem inscrição “Führer 44”, considerada uma possível alusão simbólica ao regime nazista


Reprodução Alemanha investiga torcedores por simbologia nazista na Copa do Mundo
Alemanha investiga torcedores por simbologia nazista na Copa do Mundo

A Alemanha investiga dois casos registrados durante exibições de jogos da seleção na Copa do Mundo, após homens usarem camisetas com a inscrição “Führer 44”. A combinação é considerada uma possível referência ao nazismo e pode violar a legislação que proíbe símbolos ligados a organizações inconstitucionais.

O que aconteceu

As investigações foram abertas após denúncias em eventos públicos realizados nas cidades de Duisburg e Iserlohn. Em ambos os casos, homens apareceram usando camisetas com a inscrição “Führer 44”, combinação que autoridades alemãs avaliam como uma possível referência simbólica ao nazismo. Até o momento, os investigados não foram identificados publicamente e não há responsabilização criminal concluída.

A expressão reúne dois elementos historicamente sensíveis. “Führer”, que significa “líder” em alemão, ficou associado ao título adotado por Adolf Hitler durante o regime nazista. Já o número “44” passou a despertar atenção porque, em determinadas tipografias, pode lembrar visualmente as runas da SS, organização paramilitar ligada à repressão política e ao Holocausto.

Segundo as autoridades, a junção desses elementos pode representar uma forma indireta de alusão ao nazismo, mesmo sem reproduzir símbolos oficiais.

Os inquéritos têm como base o Parágrafo 86a do Código Penal alemão, que proíbe o uso de símbolos de organizações inconstitucionais, incluindo representações estilizadas, códigos e referências evocativas. A pena pode chegar a três anos de prisão, conforme a interpretação judicial.

A discussão sobre o número 44 já havia ocorrido em 2024, quando Adidas e Federação Alemã de Futebol (DFB) suspenderam a personalização de camisas com esse número após críticas sobre sua semelhança visual com símbolos da SS. Na época, ambas afirmaram não haver intenção de qualquer associação com o nazismo e promoveram ajustes na tipografia das camisas oficiais.

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