Vereadores de Curitiba aprovam cassação de Renato Freitas (PT)

Uma nova sessão foi marcada para votação do segundo turno, prevista para ocorrer hoje

Foto: Carlos Costa/CMCRenato Freitas em sessão do Conselho de Ética
Renato Freitas

Os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovaram, ontem, em primeiro turno, a cassação do mandato do vereador Renato Freitas (PT). Foram 25 votos favoráveis e sete contrários. Uma nova sessão foi marcada para votação do segundo turno, prevista para ocorrer hoje, a partir das 15h30.

Dois parlamentares se abstiveram. Três estavam impedidos de votar: Osias Morais (Republicanos), Pastor Marciano (SD) e Pier Petruzziello (PP). 

O parlamentar responde a procedimento administrativo de quebra de decoro. Ele foi acusado de estimular, no dia 5 de fevereiro, invasão à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, na capital paranaense. O ato aconteceu em protesto contra as mortes de Moïse Mugenyi e Durval Teófilo Filho, dois homens negros assassinados no estado do Rio de Janeiro.

Em fevereiro, o parlamentar negou ter invadido a igreja e afirmou que a "missa já havia terminado" quando aconteceu a manifestação. "Vídeos sem contexto e informações falsas estão sendo divulgadas a respeito de ato contra o racismo", acrescentou o petista pelo Twitter. 

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou a decisão da Câmara Municipal de Curitiba.

"Lamentável decisão da Câmara de Vereadores de Curitiba de cassar em 1o turno o mandato de @Renatoafjr que está sendo vítima de uma injustiça como parte do racismo que assola nossa sociedade. Toda solidariedade ao nosso companheiro. Força, Renato!", escreveu a parlamentar no Twitter.