Regina lança programa para reduzir mortes por infarto e AVC no Piauí

As doenças cardiovasculares correspondendo a mais de 30% dos óbitos no Brasil

Foto: ReproduçãoRegina Sousa
Regina Sousa

O Governo do Piauí lançou, na quinta-feira (15), no Palácio de Karnak, os projetos Linhas de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e do Acidente Vascular Cerebral (AVC), com o objetivo de reduzir mortes e sequelas de pacientes vítimas das duas doenças. O infarto do miocárdio é responsável por 30% dos óbitos no Brasil, sendo a principal causa de morte, seguida do AVC.

De forma resumida, os programas atuam em três frentes. A primeira delas e treinar os profissionais de saúde, inclusive as equipes do SAMU, para que adotem o procedimento correto o mais rápido possível nos pacientes acometidos com qualquer uma das doenças.

“Vamos estruturar a rede para ter atendimento precoce.  Para você ter uma ideia, na situação mais crítica do infarto, quando tenho a obstrução da artéria do coração, temos no máximo 30 minutos para aplicar o medicamento que desobstrui essa artéria”, explicou Najeli de Sousa Lima, coordenador das Linhas de Cuidados do Infarto da Secretaria de Saúde do Piauí. Ou seja, o atendimento inicial é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas.

A segunda frente é uso de medicamentos e tratamentos adequados. Para isso, o Governo do Estado vai enviar remédios para os principais hospitais da rede estadual e de alguns municípios. O Piauí, por exemplo, terá a maior rede de trombólise do Brasil. Trombolítico é um tipo de medicamento aplicado para desobstruir as artérias e serve tanto para o AVC quando para o infarto. “É um medicamento que pode ser aplicado já no caminho do hospital, dentro da ambulância (no caso do infarto)”, comentou Najeli.

Receberão o remédio os hospitais de Teresina, Floriano, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente, Parnaíba, Piripiri, Esperantina, Luzilândia, Água Branca, Campo maior, Valença, Oeiras, Picos, São Raimundo Nonato, além das bases do SAMU avançado.

A terceira frente é a instalação de equipamentos médicos para a realização de exames que agilizem o diagnóstico e tratamento dos pacientes. “Boa parte desses equipamentos já estão em alguns hospitais. Temos tomógrafos à disposição dos profissionais, além de uma plataforma que vai permitir o diagnóstico o mais rápido possível, tanto para os cardiologistas como para os neurologistas”, explicou o secretário da Saúde Néris Júnior. “Vamos poder salvar mais vidas e evitar sequelas”, garantiu.

“No caso do AVC, serão trabalhados primeiro em oito hospitais, que são os que têm tomografia 24 horas”, afirmou Telmo Mesquita, coordenador da Rede de Urgências e Emergências (RUE) da Secretaria da Saúde do Piauí.
“Foi uma construção coletiva de muitas cabeças, muitos médicos, sob a coordenação dos médicos Telmo Mesquita e Benjamim Pessoa Vale. Vai ter alguém da telemedicina orientando as pessoas para que haja o atendimento imediato e integrado. Sabemos que a prevenção é importante, mas também que as pessoas saibam reconhecer o infarto ou AVC”, afirmou a governadora Regina Sousa.

A Associação Reabilitar, dirigida pelo neurocirurgião Benjamim Pessoa Vale, será parceira do projeto, atuando principalmente nas frentes de prevenção e reabilitação dessas doenças.  Entre outras ações, essa organização social mantém há quase 15 anos o projeto Pense Bem AVC, que atua com palestras e exposições para levar informações às escolas e aos espaços públicos e privados. O objetivo é alertar a população sobre como evitar e reconhecer a ocorrência do AVC, bem como reforçar a importância de os casos serem tratados rapidamente, possibilitando mais chances de sobrevivência aos pacientes e melhores condições de reabilitação.

Daniel Miranda, diretor do Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, de Parnaíba, diz que haverá um ganho muito grande para os 33 municípios da região litorânea, que têm Parnaíba como cidade de referência em saúde. “Temos enfermarias exclusivas para esses pacientes”, disse o gestor.

Com informações do 180 graus 

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