Padre pede "Palmeiras campeão mundial" durante missa

Palmeirense, sacerdote usa referência em tom de brincadeira para que fiéis assimilem melhor passagem bíblica

Foto: Montagem pensarpiauíPadre palmeirense
Padre palmeirense

GE - O padre Tiago Pedroso Romancini, 35 anos, da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Altinópolis, SP, cerca de 360km da capital, decidiu usar a didática adquirida em seus anos como professor de história e o amor pelo Palmeiras para tornar o sermão da missa do último domingo mais leve e que fosse bem assimilado pelos fiéis. O sacerdote palmeirense usou a obsessão da torcida pelo título da Libertadores e, consequentemente, do Mundial da Fifa, para mostrar a importância de uma mensagem bíblica.

A passagem falava sobre um cego curado por Jesus Cristo que disse “para que eu veja”. O sacerdote, então, lembrou que os palmeirenses presentes ao ato pudessem ver o título na final contra o Flamengo, dia 27 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. E, também, claro, o tão cobiçado título mundial.

- Vou fazer um pedido bem bonito para Jesus agora, até para explicar o evangelho de hoje. Senhor, que eu veja em novembro o Palmeiras campeão da Libertadores e, depois, do Mundial, porque em 1951 eu ainda não era nascido, então não vi. Peço para ver agora – disse o padre.

Em conversa por telefone com o ge, padre Tiago explicou que a ideia era fazer com que as pessoas entendessem melhor a mensagem proferida na missa.

- Foi um recurso para fazer as pessoas entenderem a leitura do dia, nem achei que ia dar tanta repercussão assim. A leitura era Jesus fazendo a cura de um cego, que se manifesta dizendo: “que eu veja”. Fui explicando dizendo que a gente possa ver as coisas boas que temos, família, trabalho, vida, mesmo neste contexto de negatividade. Eu gosto de futebol, aproveitei que está num contexto que as pessoas possam estar nesta expectativa – explicou.

Contudo, o sacerdote lembrou que foi em tom de brincadeira e que não costuma pedir em suas preces conquistas para seu clube do coração.

- Eu sou palmeirense, a final da Libertadores é um evento importante, pensando na minha história de vida, fui obcecado por futebol, hoje aprendi a relativizar. Não é porque perde que vamos ficar triste, a vida continua. Na adolescência, eu via pela TV, não tive a oportunidade de ir em estádio, fui adulto. Mas imagina pedir lá pra Deus um título? O padre palmeirense pede, o corintiano, o flamenguista?! [risos] Então, tem de saber que a torcida é à parte da religião – disse.