MPF investiga 'motivação política' em atuação da PRF nos bloqueios golpistas; diretor-geral da corporação será ouvido

Órgão questiona falta de ação da PRF logo após o resultado eleitoral, quando começaram os bloqueios nas rodovias federais

Foto: ReproduçãoSilvinei Vasques, diretor-geral da PRF
Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF

247- O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, deve ser ouvido pelo Ministério Público Federal no inquérito que apura se houve motivação política em eventual omissão da PRF nos bloqueios ilegais e antidemocráticos em rodovias de todo país, por bolsonaristas inconformados com a derrota de Jair Bolsonaro nas urnas.

De acordo com o procurador Frederico Paiva, da Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF), o questionamento é sobre a suposta falta de ação logo após o resultado eleitoral, quando começaram os bloqueios nas rodovias federais.

“A gente quer saber se por trás dessa omissão da PRF, omissão pelo menos nas primeiras horas, primeiro dia de bloqueio, ela tem alguma motivação política. Essa é uma das vertentes da investigação”, afirmou Paiva.

Além disso, o procurador afirmou que há indícios de que os atos contaram com planejamento e estrutura financeira. “Tinham cobertura por trás. Ninguém abre mão de trabalhar por todo esse tempo se não há cobertura financeira por trás”, disse.

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