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Joias furtadas por Bolsonaro: PF encontra imagens do "kit ouro branco" nos EUA

O conjunto, recebido em visita oficial a Arábia Saudita em outubro de 2019, foi avaliado em mais de R$ 500 mil

Foto: Instagram / PFJair Bolsonaro, Frederick Wassef e o Rolex recomprado na Pensilvânia
Jair Bolsonaro, Frederick Wassef e o Rolex recomprado na Pensilvânia

A equipe de investigadores deslocada aos EUA pela Polícia Federal (PF) fizeram novas descobertas que complicam ainda mais a situação de Jair Bolsonaro (PL) nas investigações sobre o furto de joias do acervo da Presidência feito pelo ex-presidente.

Após perder as eleições para Lula e articular uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro fugiu para os EUA às vésperas da posse, no final de dezembro de 2022, levando em malas uma série de joias recebidas principalmente em visitas a países árabes, para serem vendidas ilegalmente no país.

Segundo informações de Bela Megale, do jornal O Globo, nos EUA os agentes conseguiram imagens inéditas do "kit ouro branco", com anel, caneta, abotoaduras e um rosário islâmico cravejados de diamantes.

O kit incluia ainda o Rolex que foi vendido ilegalmente na Pensilvânia e recomprado pela organização criminosa após o início das investigações. O conjunto, recebido em visita oficial a Arábia Saudita em outubro de 2019, foi avaliado em mais de R$ 500 mil.

As joias foram vendidas de forma ilegal para a loja "Goldie's", em Miami, na Flórida, pelo tenente coronel Mauro Cid, que chegou a ser preso duas vezes e firmou acordo de delação premiada com a PF.

Os agentes conseguiram imagens de anúncios de revenda das joias, que comprova a negociata ilegal. 

A operação, realizada em parceria com o FBI (Agência Federal de Investigação dos EUA), ainda obteve documentos que comprovam a ação da quadrilha comandada por Bolsonaro na venda das joias da União.

Veja imagem do kit

Foto: ReproduçãoKit ouro branco furtado por Bolsonaro do acervo da Presidência (PF)
Kit ouro branco furtado por Bolsonaro do acervo da Presidência (PF)

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