A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a “Operação Combustível Limpo”, contra empresas suspeitas de fraude fiscal bilionária no setor de combustíveis. Entre os alvos está Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, ex-secretário-executivo da Casa Civil no governo Bolsonaro e braço direito do ministro Ciro Nogueira, atualmente executivo da Refit Refinaria de Petróleo do Brasil. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A operação investiga irregularidades tributárias, como sonegação de impostos e emissão de notas frias, com prejuízos bilionários à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Assunção tem histórico político relevante: atuou como chefe de gabinete de Walter Braga Netto e foi testemunha de defesa de Bolsonaro na chamada trama golpista. Também participou do gerenciamento do orçamento secreto e teve indicação controversa para o Conselho da Petrobras.
Especialistas alertam que fraudes como essas prejudicam a arrecadação, distorcem a concorrência e impactam consumidores. A operação reforça o debate sobre governança e influência política no setor energético, que movimenta cerca de R$ 500 bilhões por ano. O Ministério Público Federal acompanha a investigação, que pode gerar novos indiciamentos nos próximos meses.
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