Zettel, doador de Bolsonaro e Tarcísio, recebeu R$ 485 milhões no caso Master
Segundo a Polícia Federal, Zettel atua como operador financeiro do grupo ligado a Vorcaro
Fabiano Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, voltou ao centro das investigações da Polícia Federal no chamado “caso Master”. Apontado como o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, Zettel recebeu R$ 485 milhões da empresa Super Empreendimentos entre julho de 2022 e janeiro de 2026.
A empresa, que já está sob investigação, teve suas atividades suspensas por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Operação Compliance Zero: papel de Zettel ganha mais peso
O novo volume de recursos reforça a importância de Fabiano Zettel dentro da Operação Compliance Zero. Na terceira fase da investigação, a Justiça manteve sua prisão preventiva.
Segundo a Polícia Federal, Zettel atua como operador financeiro do grupo ligado a Vorcaro, sendo responsável por intermediar e executar pagamentos considerados suspeitos.
Transferências milionárias chamam atenção da investigação
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, os repasses incluem:
- R$ 160 milhões recebidos apenas em 2025
- 264 transferências registradas no período
- Picos mensais entre fevereiro e abril de 2025, com operações próximas de R$ 5 milhões
Esses dados reforçam o padrão de movimentação financeira sob análise das autoridades.
Relação com campanhas políticas amplia repercussão
Fabiano Zettel já havia sido identificado como o maior doador pessoa física nas eleições de 2022. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que ele destinou:
- R$ 3 milhões para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro
- R$ 2 milhões para a campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo
Ao todo, foram R$ 5 milhões em doações eleitorais, o que amplia o impacto político do caso.
Zettel no centro do caso Master
O nome do empresário já vinha ganhando destaque nas investigações sobre o Banco Master. Além do vínculo familiar com Vorcaro, Zettel passou a ser alvo direto das medidas mais rigorosas da operação.
Agora, com a revelação dos R$ 485 milhões movimentados via Super Empreendimentos, seu papel se torna ainda mais relevante no inquérito.
A Polícia Federal analisa mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro que indicam ordens de pagamento e tratativas financeiras, reforçando a suspeita de que ele atuava como peça-chave nas operações investigadas.
Super Empreendimentos sob investigação em múltiplas frentes
A empresa Super Empreendimentos aparece em diferentes linhas da investigação. Segundo apurações, ela teria sido utilizada para:
- Movimentação de recursos financeiros
- Aquisição de bens
- Alimentação de fundos de investimento
- Viabilização de pagamentos ligados ao grupo investigado
Além disso, há indícios de repasses a ex-integrantes do Banco Central também investigados.
STF determina suspensão de empresas ligadas ao esquema
Na decisão que autorizou a terceira fase da operação, o ministro André Mendonça determinou a suspensão por tempo indeterminado das atividades de empresas como:
- Super Empreendimentos
- Moriah Asset
- Outras organizações apontadas como envolvidas
O processo também cita um grupo denominado “A Turma”, descrito como responsável por monitorar e pressionar pessoas consideradas adversárias de Vorcaro ou ligadas às investigações.
Impacto político e judicial do caso Master
A combinação de fatores — alto volume financeiro, conexões empresariais e participação no financiamento eleitoral — amplia o peso do caso Master no cenário político e jurídico brasileiro.
Fabiano Zettel reúne três elementos centrais na investigação:
- Ligação familiar com Daniel Vorcaro
- Atuação operacional apontada pela Polícia Federal
- Papel de maior doador individual nas eleições de 2022
Com a manutenção das prisões preventivas pelo STF, o caso segue em destaque e com potencial de novos desdobramentos.
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