Internacional

Vozes internacionais se levantam em defesa da Venezuela

Países da América Latina e aliados como Rússia, Cuba e Irã reagiram com condenações e alertas sobre riscos à estabilidade regional


Reprodução Vozes internacionais se levantam em defesa da Venezuela
Auroridades do mundo levantam vozes em defesa da Venezuela

Ataques dos Estados Unidos atingiram Caracas e outras regiões da Venezuela, deixando mortos e feridos, segundo autoridades locais. O paradeiro de Nicolás Maduro permanece incerto após declarações de Donald Trump sobre sua suposta captura, enquanto o governo venezuelano decretou emergência nacional. Países da América Latina e aliados como Rússia, Cuba e Irã reagiram com condenações e alertas sobre riscos à estabilidade regional.

O QUE ACONTECEU 

Explosões registradas em Caracas e em outras regiões da Venezuela neste sábado (3) elevaram drasticamente o nível de tensão política e militar no país e provocaram reações imediatas na América Latina e no cenário internacional. Um carro-bomba explodiu na capital venezuelana, deixando vítimas civis, segundo informou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em publicação nas redes sociais.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que os ataques atribuídos aos Estados Unidos resultaram na morte de autoridades, militares e civis venezuelanos. “Condenamos essa agressão brutal que tirou a vida de autoridades, militares e venezuelanos inocentes”, declarou.

De acordo com o The New York Times, não houve vítimas americanas na operação. A reportagem citou uma autoridade dos Estados Unidos que se recusou a comentar possíveis baixas do lado venezuelano. Já o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que ataques atingiram Caracas, os estados de Miranda e Aragua, além de outras localidades do país.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Padrino López declarou que “forças invasoras” atacaram áreas estratégicas, incluindo Fuerte Tiuna, em Caracas, e regiões de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo ele, as autoridades venezuelanas ainda apuram o número de feridos e mortos, incluindo possíveis vítimas civis. O ministro classificou a ação como “vil e covarde” e afirmou que o país não cederá à ofensiva, pedindo à população que evite o pânico e a desordem.

Paradeiro de Maduro gera incerteza
O governo venezuelano afirmou não saber onde está o presidente Nicolás Maduro após declarações do governo dos Estados Unidos sobre uma operação militar no país. Segundo a CNN, Delcy Rodríguez declarou que o Executivo não tem informações sobre o paradeiro do chefe de Estado, que teria sido alvo direto de uma ação conduzida por forças especiais norte-americanas.

Poucas horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados da Venezuela. A declaração também foi repercutida pela Reuters, que destacou a ausência de confirmação oficial por parte do governo venezuelano.

Diante do cenário, Caracas decretou emergência nacional e ativou planos de defesa. Testemunhas relataram explosões, fumaça e forte presença militar em Caracas por cerca de 90 minutos, ampliando o clima de apreensão entre os moradores.

Colômbia, Rússia, Cuba e Irã reagem
Na fronteira, a Colômbia iniciou uma mobilização preventiva diante da possibilidade de um aumento expressivo no fluxo de refugiados. Gustavo Petro determinou o envio de forças de segurança à região e anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, classificando os ataques como uma violação da soberania venezuelana.

A Rússia afirmou que a Venezuela tem o direito de decidir seu próprio futuro sem interferência externa. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores russo alertou que ações militares contra o país representam ameaça à estabilidade regional e violam princípios do direito internacional, defendendo que a América Latina permaneça como uma zona de paz.

Cuba condenou com veemência os ataques. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a ofensiva como “terrorismo de Estado” e cobrou uma resposta urgente da comunidade internacional. O chanceler Bruno Rodríguez e o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz reforçaram o apelo pela defesa da América Latina e do Caribe como zona de paz.

O Irã também se manifestou, classificando os ataques como uma violação flagrante da soberania venezuelana. Teerã solicitou uma atuação imediata do Conselho de Segurança da ONU para conter o que chamou de agressão ilegal e responsabilizar os envolvidos.

Cenário aberto
Com informações contraditórias entre Washington e Caracas, ausência de confirmação sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e relatos de ataques em áreas civis e militares, a crise permanece em aberto. A escalada militar e diplomática aumenta a pressão sobre o governo venezuelano e mantém a região em estado de alerta, enquanto a comunidade internacional acompanha com cautela os próximos desdobramentos.

Siga nas redes sociais

Deixe sua opinião: