Vorcaro planejou pagar R$ 8 mihões à rede de influenciadores para atacar BC
Entre os beneficiados estaria a BN Publicidade e Marketing, ligada ao jornalista Luiz Bacci
PF aponta que Daniel Vorcaro planejou pagar R$ 8 milhões a influenciadores para atacar o Banco Central e teria atuado com apoio político de Ciro Nogueira em projetos de interesse do Banco Master.
O que aconteceu
A investigação da Polícia Federal (PF) sobre o Banco Master aponta que Daniel Vorcaro teria planejado gastar R$ 8 milhões para financiar influenciadores e veículos de mídia em uma campanha contra o Banco Central (BC) e o ex-diretor Renato Gomes.
Segundo a apuração, Vorcaro contratou a agência Mithi, do publicitário Thiago Miranda, para executar o chamado “Projeto DV”. O plano previa conteúdos favoráveis ao Banco Master e críticas à atuação de Renato Gomes no BC. Cerca de R$ 3,5 milhões já teriam sido distribuídos entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano.
Entre os beneficiados estaria a BN Publicidade e Marketing, ligada ao jornalista Luiz Bacci, que teria recebido R$ 500 mil para publieditoriais. A investigação também cita contratos com o site GPS Brasília e os perfis Not Journal e Charles Costa Oficial.
Além da atuação na mídia, a PF investiga a influência de Vorcaro no Congresso Nacional. O senador Ciro Nogueira é suspeito de atuar em favor dos interesses do Banco Master no Senado.
No centro da investigação está a chamada “Emenda Master”, proposta por Ciro para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o texto teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzido integralmente pelo senador.
As investigações também apontam suspeitas de pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil a Ciro Nogueira, além de benefícios como viagens e hospedagens. A PF apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.
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