Segurança Pública

Vídeo mostra tentativa de linchamento do advogado que atropelou vendedora de pequi em Campo Maior

Revoltadas com a morte da trabalhadora, testemunhas cercaram o carro e tentaram agredir o motorista, exigindo punição imediata


X Vídeo mostra tentativa de linchamento do advogado que atropelou vendedora de pequi em Campo Maior
Tentativa de linchamento contida pela polícia

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento de tensão após o atropelamento que matou a vendedora de pequi Maria das Graças, em Campo Maior (PI). As imagens registram a tentativa de linchamento do advogado que conduzia o veículo envolvido no acidente. Revoltadas com a cena e com a morte da trabalhadora, testemunhas cercaram o carro e tentaram agredir o motorista, exigindo punição imediata. A intervenção da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi decisiva para retirar o condutor sob forte hostilidade e evitar que a violência se agravasse.

O acidente ocorreu na tarde de terça-feira (24), na BR-343, no trecho da localidade Morada Nova II. Segundo a PRF, o advogado Kamayo Aguiar Veloso Petit seguia no sentido Campo Maior–Teresina quando perdeu o controle do veículo, invadiu a contramão, saiu da pista e atingiu a barraca onde Maria das Graças trabalhava há mais de duas décadas. Com o impacto, a estrutura foi destruída e a vítima morreu no local.

De acordo com o inspetor Wenes Alexandre, da PRF, o motorista foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para ingestão de álcool. A perícia segue em andamento e deve ser concluída em até 15 dias. A linha preliminar indica que o veículo trafegava no sentido oposto ao dos pedestres quando, por motivo ainda não esclarecido, cruzou para a pista contrária e atingiu as vítimas.

O condutor foi levado à delegacia de Campo Maior e autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, conforme o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro. Após pagar fiança de R$ 8.105, ele foi liberado e responderá ao processo em liberdade.

Maria das Graças, conhecida como Gracinha, tinha 55 anos e sustentava a família com a venda de pequi às margens da rodovia. O velório ocorre na residência da vítima, e o sepultamento está previsto para a localidade Baixa das Pombas. O episódio reacendeu o debate sobre violência no trânsito e sobre reações populares marcadas por revolta e desejo de justiça imediata.

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