Esportes

VEXAME HISTÓRICO

Seleção perde de 2x1 para a Noruega


Nelson Terme / CBF VEXAME HISTÓRICO
Seleção Brasileira

ICL - A caminhada da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste domingo (5). Em duelo pelas oitavas de final, disputado em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o Brasil foi derrotado pela Noruega por 2 a 1 e deu adeus à competição.

O resultado é um dos mais vexaminosos da história da seleção: desde a Copa de 1990, o Brasil sempre havia chegado ao menos às quartas de final.

Outro destaque negativo foi o fato de que o time brasileiro registrou o menor tempo de posse de bola em Copas do Mundo: apenas 32%.

O grande destaque da partida foi o atacante Erling Haaland, autor dos dois gols da equipe norueguesa, garantindo a classificação para as quartas de final do Mundial. Ele marcou de cabeça aos 79′ e ampliou, em belo chute de fora da área, aos 90′.

O Brasil ainda reagiu na etapa final e diminuiu o placar com um gol de pênalti convertido por Neymar, aos 100′, mas a reação não foi suficiente para evitar a eliminação.

Como resultado, o Brasil manteve o tabu de derrotas e empates contra a seleção norueguesa, pois nunca venceu esse adversário em uma partida do mundial. Em quatro confrontos, desde 1998, houve dois empates e duas vitórias para o time europeu.

Este foi o pior resultado do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas. A outra vez em que isso ocorreu foi em 1934, mas a competição era disputada em outro formato, já começava no mata-mata, com 16 times. Nas últimas edições, de 2018 e 2022, a seleção deixou a disputa nas quartas de final.

O Brasil começou melhor e teve a chance de abrir o placar com apenas 12 minutos de jogo, após penalidade máxima marcada pelo VAR. Porém o meia Bruno Guimarães disperdiçou e a bola parou nas mãos do goleiro norueguês Orjan Nyland.

O gol nuruguês saiu em belo cruzamento pela esquerda que foi parar na cabeça de Haaland. Com os dois gols de hoje, o atacante chegou a 7 na Copa do Mundo 2026, dividindo a liderança da artilharia com o argentino Lionel Messi.

Já nos acréscimos, Casemiro foi derrubado dentro da área e o juiz marcou o segundo pênalti para o Brasil no jogo. Este foi convertido, com Neymar batendo forte no canto esquerdo do goleiro Nyland.

A derrota brasileira adia mais uma vez o sonho do hexa, enquanto a Noruega celebra uma classificação histórica, impulsionada pela atuação decisiva de Haaland.

“Experiência bonita”

O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990.

“Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, disse o treinador, em entrevista coletiva.

Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em relação à verde e amarela.

“O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou Ancelotti.

“Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou o técnico.
O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento.

“Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou o italiano.

Novo ciclo

Com contrato até 2030, renovado antes da Copa, Ancelotti já vislumbra o próximo Mundial, com sedes em Portugal, Espanha e Marrocos.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não confirmou ainda, mas a federação da Austrália anunciou dois amistosos, no país, contra a seleção canarinho para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.

“Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu o técnico.

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