Eleições 2024

Um gestor público sério

Por Arnaldo Eugênio, doutor em antropologia


Reprodução Um gestor público sério
Eleições 2024

Por Arnaldo Eugênio, doutor em antropologia 

Nas eleições municipais de 2024 será importantíssimo que os eleitores e as eleitoras brasileiras assumam, de fato, a sua responsabilidade cívica para eleger ou reeleger gestores públicos – prefeitos e prefeitas – e vereadores, que sejam conhecedores das demandas do povo e comprometidos com o desenvolvimento político, econômico, social e cultural da sua cidade. Noutras palavras, “ou muda ou tudo piora” porque o povo é o poder.

Isto significa dizer que, um “gestor público sério” é antes de tudo um “gestor público competente e moral”, que “não rouba nem deixa roubar”, ou que “não corrompe nem se deixa corromper” com vícios egóicos, atos de imoralidade e falta de decoro com a coisa pública, que impedem o bem-estar dos munícipes e o desenvolvimento das cidades brasileiras.

Um “gestor público sério” ou um “gestor público competente e moral” tem respeito e serviço prestado à população, e conhece, minimamente, a economia brasileira, os princípios de finanças, contabilidade, orçamento público e as respectivas legislações, para efetivar a aplicabilidade dos recursos e otimizar os resultados da sua gestão. Logo, um “um gestor público sério” não se permite estar ladeado de asseclas, lambe-botas e incompetentes, nem mente para o povo.

O eleitorado local deve entender, definitivamente, que, o que caracteriza um “gestor público sério” é ser alguém conhecedor da realidade da cidade e, principalmente, ter responsabilidade política com a administração de recursos e políticas públicas. Ele deve se cercar de profissionais hábeis e capazes de avaliar, planejar, executar, organizar, coordenar e controlar atividades e projetos, que visam o bem-estar da população e o desenvolvimento do país ou região ou cidade onde atuam.

Considerando que entre o azul do céu e o verde do mar existe uma infinidade de demandas sociais, as campanhas de futuros gestores públicos – prefeitos e prefeitas – e vereadores, comprometidos com a austeridade, a moralidade e a ética numa gestão pública, dialogam com o eleitorado, apresentando disposição, bem como propostas plausíveis e realizáveis, para persuadi-lo a votar naqueles e rejeitar os seus adversários.

Durante uma campanha eleitoral, um pretendente ao cargo de “gestor público sério” deve compreender que a sua relação com os munícipes é, em essência, um processo de comunicação política de duas vias, onde dois atores – candidatos e eleitores – dialogam e constroem um pacto fundamentado por meio de uma troca de intenções. Ou seja, os eleitores querem que os seus desejos, os interesses e as demandas sejam implementados e os políticos/candidatos querem ser eleitos.

Não se nasce um “gestor público sério”, mas se constrói ao longo da vida pública com retidão e serviço prestado à população. Isto é, um “gestor público sério” não é forjado no plano do nada ou de coisa nenhuma. Um “gestor público sério” deve apresentar três características bem nítidas: 1) abertura para o diálogo, 2) prudência na realização de gastos, 3) transparência dos atos da gestão.

Um “bom gestor público”, que prima pela seriedade, é aquele que dá suporte ao trabalho da equipe. Pois, a liderança de pessoas é uma das características de um bom gestor. Porém, o senso de liderança não envolve tão somente conhecer e cumprir a hierarquia, supervisionando a equipe e cobrando resultados: ser confiável é fundamental.

Portanto, se o eleitorado municipal não quer que a situação da cidade piore, este deve “saber votar”. Um “bom gestor público”, ou um “gestor público sério” ou um “bom líder” é autoconsciente, comunicação eficaz, delega o trabalho, encoraja o pensamento estratégico e motiva a equipe a dar o melhor ao povo.


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