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Trump reage à prisão de Bolsonaro e ameaça autoridades brasileiras com novas sanções

Governo Trump fez seu ataque mais feroz ao ministro do STF até o momento


IA Trump reage à prisão de Bolsonaro e ameaça autoridades brasileiras com novas sanções
Donald Trump reagiu com força à determinação de Alexandre de Moares de prender Bolsonaro

O governo dos Estados Unidos reagiu com veemência à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota oficial divulgada na noite de segunda-feira (4), o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado condenou a medida e fez ameaças explícitas a outras autoridades brasileiras que apoiarem a decisão judicial.

A ordem de prisão de Bolsonaro foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF, que proibiam o ex-mandatário de utilizar redes sociais — inclusive por meio de terceiros. No domingo (3), durante manifestações da extrema direita em diversas capitais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, divulgou um vídeo em suas redes sociais com declarações do pai, violando diretamente a determinação da Corte. Moraes entendeu que houve uso de subterfúgios para driblar a ordem judicial e, diante da reincidência, determinou a prisão domiciliar do ex-presidente.

A reação dos Estados Unidos, liderada pelo governo de Donald Trump, escancarou o alinhamento político com Bolsonaro. A nota oficial norte-americana acusa Alexandre de Moraes de "usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia", e insiste que "impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!"

Além das críticas, o governo dos EUA elevou o tom e alertou que irá "responsabilizar todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas". A referência é à aplicação da chamada Lei Magnitsky — legislação que permite aos EUA imporem sanções unilaterais a indivíduos estrangeiros acusados de violações de direitos humanos. Moraes já havia sido alvo da medida no fim de julho, com bloqueio de bens, proibição de entrada em território americano e restrições a transações com empresas norte-americanas.

As cautelares impostas a Bolsonaro derivam de um inquérito paralelo ao julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado, focado na atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) junto ao governo Trump. Eduardo é investigado por articular medidas de retaliação contra ministros do STF e pressionar instituições brasileiras com apoio internacional — entre elas, a Casa Branca. A conexão direta entre essas ações e a escalada de tensões diplomáticas atuais evidencia a gravidade do embate entre os poderes no Brasil e o uso político da máquina estatal norte-americana para interferir nos processos internos de outro país soberano.

Com a nova ofensiva de Washington, intensifica-se a crise institucional, em um contexto de radicalização bolsonarista e ingerência externa sobre o Judiciário brasileiro.

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