Transposição do São Francisco para o Piauí é debatida com influenciadores em Teresina
Encontro promovido pelo MIDR discutiu viabilidade da obra, prazos, escuta popular e soluções enquanto projeto não é concluído
Influenciadores digitais, comunicadores e representantes do poder público participaram, nesta quarta-feira (25), de um bate-papo promovido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em Teresina, para discutir o Projeto de Integração Hídrica do Semiárido Piauiense, iniciativa que trata da Transposição do Rio São Francisco para o estado. O encontro foi realizado na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), no restaurante da Casa, ao lado do Plenarinho, com apoio do deputado estadual Franzé Silva.
Durante a apresentação, técnicos do Ministério detalharam o andamento do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS), etapa considerada essencial para avaliar custos, impactos ambientais, retorno social e a viabilidade prática da obra. O estudo deverá embasar as próximas decisões sobre a execução do projeto.
O encontro, no entanto, não se limitou a uma exposição técnica. Entre os pontos levantados pelos participantes esteve a preocupação com a demora comum em obras estruturantes dessa magnitude. Foi debatido quanto tempo o projeto pode levar até a conclusão e se, de fato, sairá do papel. Questionamentos sobre prazos de entrega também foram feitos, embora o cronograma detalhado ainda dependa da finalização dos estudos em curso.
Outro tema que gerou discussão foi a necessidade de escuta das comunidades que serão diretamente impactadas. Participantes questionaram se o projeto prevê mecanismos para ouvir as demandas e necessidades da população que deverá ser beneficiada com a chegada da água, reforçando a importância de que a iniciativa dialogue com a realidade local.
Também foi mencionado que a obra está inserida no novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal voltado à estruturação e fortalecimento da infraestrutura hídrica regional, integrando um conjunto mais amplo de ações planejadas para ampliar a segurança no abastecimento no semiárido piauiense.
Diante da possibilidade de que a execução leve anos, foi levantada ainda a questão sobre quais medidas poderão ser adotadas até que o sistema esteja em pleno funcionamento. Representantes do Ministério afirmaram que soluções complementares e estratégias paralelas estão sendo consideradas para minimizar os efeitos da escassez hídrica enquanto o projeto avança nas etapas técnicas e administrativas.
O debate foi marcado por questionamentos, troca de informações e participação ativa dos comunicadores presentes. A iniciativa buscou aproximar informação técnica de quem atua diretamente na produção de conteúdo, ampliando o alcance de um tema considerado estratégico para o futuro do Piauí. Com o EVTEAS em andamento, a expectativa é que os próximos passos do projeto sejam definidos com base nos resultados técnicos e no diálogo institucional.
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