Servidora atacada em delegacia de Teresina segue grave na UTI
Vítima segue em estado grave enquanto investigação apura estupro e possível tentativa de feminicídio
A servidora de 64 anos encontrada desacordada e ferida na Delegacia Geral, em Teresina, foi extubada, mas permanece em estado grave na UTI. Segundo autoridades, ela apresenta confusão mental, dores e grita por socorro. O suspeito do crime está preso preventivamente e o caso é investigado como estupro e possível tentativa de feminicídio.
O que aconteceu
A servidora pública foi encontrada desacordada e com sangramento dentro de uma sala da Delegacia Geral da Polícia Civil, em Teresina, na última quinta-feira (19). Após o resgate, ela recebeu atendimento imediato e foi encaminhada a uma unidade de saúde, onde permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Nesta segunda-feira (23), o delegado-geral Luccy Keiko informou que a vítima foi extubada. Apesar disso, seu quadro ainda inspira cuidados intensos. De acordo com a advogada Nathalia Freitas, que acompanha o caso, a servidora apresenta episódios de agitação, confusão mental e sofrimento psicológico, frequentemente gritando por socorro e pedindo proteção, como se estivesse revivendo o trauma.
Ainda segundo a defesa da vítima, ela relata dores pelo corpo e reage com movimentos involuntários de proteção das partes íntimas. Até o momento, não consegue afirmar com clareza se se recorda do ocorrido. Há tentativa de transferência para um hospital particular para continuidade do tratamento.
Terceirizado suspeito do crime é demitido do cargo
O principal suspeito do crime é um prestador de serviço terceirizado que atuava na unidade policial. Ele teve a prisão preventiva decretada e também foi desligado do cargo após determinação da direção da instituição. O delegado-geral destacou que, diante da gravidade do caso, solicitou a demissão do investigado já no dia seguinte ao ocorrido e afirmou que os critérios de contratação de terceirizados passarão a ser mais rigorosos, incluindo análise de antecedentes criminais.
Reforço na investigação
As investigações foram reforçadas com a designação de duas delegadas: Nathalia Figueiredo, da Delegacia de Feminicídios, e Bruna Verena, diretora do Departamento da Mulher. A ampliação da equipe busca aprofundar a apuração não apenas do crime de estupro, mas também da possibilidade de tentativa de feminicídio, considerando o estado em que a vítima foi encontrada.
Inquérito sob sigilo
Segundo a Polícia Civil, o inquérito segue em andamento e sob sigilo. A defesa do suspeito divulgou nota pedindo cautela na divulgação de informações, destacando que o caso ainda está em fase inicial e baseado em elementos preliminares. Também solicitou respeito à vítima, à família dela e à família do investigado, além de afirmar que se manifestará de forma mais detalhada após o esclarecimento dos fatos.
A corporação reforçou que a vítima recebeu assistência imediata, teve a família informada e segue sob cuidados médicos, enquanto o caso continua sendo investigado com prioridade devido à sua gravidade.
Deixe sua opinião: